SAÚDE DA MULHER

Conheça os métodos contraceptivos gratuitos disponíveis no SUS

Entenda como funcionam os contraceptivos de longa ação e veja como buscar atendimento na Unidade Básica de Saúde

Publicado em 28/09/2026 15:38
Compartilhe:

Saúde sexual e reprodutiva é um direito das mulheres. Ter autonomia sobre o próprio corpo e poder decidir livremente se deseja ou não ter filhos, quando e em quais condições é uma garantia fundamental oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste 26 de setembro, Dia Mundial da Contracepção e Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência, o acesso à informação e aos métodos contraceptivos ganha destaque. Desde métodos contraceptivos tradicionais até o atendimento durante a gestação, a mulher encontra serviços gratuitos da rede pública de saúde com foco na saúde sexual e reprodutiva.

Entre as opções oferecidas está o Implanon, conhecido como um dos métodos contraceptivos mais modernos. O implante passou a ser ofertado pelo SUS em 2025, mas ele não é o único. Atualmente, a rede pública oferece o dispositivo intrauterino, mais conhecido como DIU, e métodos mais tradicionais, como a pílula contraceptiva de uso oral e os anticoncepcionais injetáveis, com aplicação mensal ou trimestral.

Independentemente da escolha, todos os métodos são ofertados gratuitamente, permitindo que a mulher escolha se quer evitar a gestação e, se sim, qual método usar.

Métodos contraceptivos reversíveis de longa ação (LARC)

Os contraceptivos de longa duração são aqueles que protegem contra a gravidez por anos, após a inserção, sem que a mulher precise tomar pílulas ou aplicar medicamentos com frequência regular. Atualmente, o SUS oferece dois métodos:

  • DIU de cobre – Pequeno dispositivo inserido no útero que pode durar até dez anos. Não possui hormônios e atua impedindo a fecundação do óvulo pelo espermatozoide. Pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, principalmente nos primeiros meses de uso. Está disponível na rede pública para mulheres de todas as idades, inclusive adolescentes e mulheres que nunca tiveram filhos.

  • Implante subdérmico (Implanon) – Pequeno bastão flexível inserido sob a pele do braço. O dispositivo libera gradualmente o hormônio etonogestrel, impedindo a ovulação, e tem duração de até três anos. Incorporado ao SUS em 2025, o método é destinado a adolescentes e mulheres de 14 a 49 anos, conforme avaliação clínica e disponibilidade na rede de saúde.

Os dois métodos têm alta eficácia, são reversíveis e podem ser retirados a qualquer momento por profissional habilitado. Após a retirada, a possibilidade de engravidar é restabelecida.

Procedimento

Tanto a inserção do DIU de cobre quanto a do Implanon são procedimentos simples, rápidos e realizados em ambiente ambulatorial, conforme a organização da rede de saúde local.

O procedimento para colocar o DIU de cobre é feito por médico ou enfermeiro capacitado. O dispositivo é inserido no útero por meio do colo do útero. O processo dura poucos minutos e pode causar desconforto ou cólicas, cuja intensidade varia de pessoa para pessoa.

Já a colocação do Implanon necessita de anestesia local no braço, e o bastão é inserido logo abaixo da pele, com um aplicador específico. O procedimento geralmente causa pouco desconforto e não exige pontos.

Passo a passo para aderir aos métodos

Para ter acesso a qualquer método contraceptivo gratuito, o caminho começa na Unidade Básica de Saúde (UBS) .

  1. Procure a UBS mais próxima de sua residência ou do seu trabalho para agendar uma consulta.
  2. Durante o atendimento, você receberá orientações detalhadas sobre as opções disponíveis, vantagens, contraindicações e efeitos colaterais de cada método para escolher o mais adequado para a sua saúde e o seu momento de vida.
  3. Se optar pelo DIU ou pelo implante, o profissional fará a avaliação clínica necessária e informará como será agendado o procedimento de inserção.
  4. Após a colocação, a UBS orientará sobre os cuidados necessários e o acompanhamento indicado.

Outras opções disponíveis no SUS

Na atenção primária à saúde e nos serviços especializados, estão disponíveis, além dos métodos de longa duração, os seguintes métodos:

  • Anticoncepcional oral combinado;

  • Anticoncepcional injetável combinado (aplicado mensalmente);

  • Anticoncepcional injetável de progestágeno (aplicado trimestralmente);

  • Pílula de progestágeno isolado;

  • Contracepção oral de emergência (popularmente conhecida como pílula do dia seguinte);

  • Preservativos internos e externos;

  • Laqueadura e vasectomia (métodos cirúrgicos definitivos).

É importante lembrar que apenas os preservativos internos e externos também ajudam a prevenir infecções sexualmente transmissíveis (IST). Por isso, podem ser utilizados em conjunto com outro método contraceptivo.

A escolha do método contraceptivo é uma decisão individual e um direito das mulheres. Procure a Unidade Básica de Saúde mais próxima, converse com a equipe de saúde e escolha a opção mais adequada às suas necessidades.

Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência

O dia 26 de setembro também marca o Dia Mundial da Prevenção da Gravidez na Adolescência. A data é dedicada à reflexão sobre como o acesso à informação, à saúde e à educação impacta diretamente a vida e o futuro de jovens brasileiras.

Falar sobre a prevenção da gravidez na adolescência vai além de orientações de saúde: é falar sobre o combate à evasão escolar e a promoção da autonomia. A maternidade na infância e na adolescência traz reflexos na trajetória social e econômica das jovens, interferindo na conclusão dos estudos, na inserção no mercado de trabalho e na consolidação de seus projetos de vida.

Garantir direitos sexuais e reprodutivos significa assegurar que meninas e adolescentes tenham acesso a atendimento de saúde humanizado, métodos contraceptivos e espaços de diálogo seguros. Mais do que responsabilizar os jovens, é dever do Estado, da escola e da família educar e proteger meninas e jovens.

Categorias
Saúde e Vigilância Sanitária
Compartilhe: