SAÚDE E PARTICIPAÇÃO SOCIAL

Ministério das Mulheres fortalece formação de agentes populares de saúde com perspectiva de gênero

Em parceria com o Ministério da Saúde, atuação inclui produção de conteúdos pedagógicos, formação de educadoras e educadores populares e entrega de protocolos sobre mulheres e emergências climáticas

Publicado em 19/06/2026 18:04
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II Ciclo de Formação de agentes populares que atuam diretamente junto às comunidades e movimentos sociais, o AgPopSUS 2026.
II Ciclo de Formação de agentes populares que atuam diretamente junto às comunidades e movimentos sociais, o AgPopSUS 2026.

Com meta de formar 9 mil agentes populares até o fim de 2026, o Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de Saúde (AgPopSUS) passa a contar com a contribuição do Ministério das Mulheres para incorporar a perspectiva de gênero, clima e enfrentamento às violências contra as mulheres nos processos formativos. Desenvolvida pelo Ministério da Saúde, a iniciativa reúne lideranças comunitárias e integrantes de movimentos sociais que atuam diretamente nos territórios, em sua maioria mulheres, segundo dados de edições anteriores do programa.

A contribuição do Ministério das Mulheres foi pactuada por meio da Secretaria Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política em articulação com a Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS) e com a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde (SGTES/MS). Nesta etapa inicial, a atuação concentra-se na revisão e produção de conteúdos pedagógicos, além da participação em atividades formativas voltadas à qualificação de educadoras e educadores populares.

Perspectiva de gênero nos territórios

Entre as contribuições do Ministério das Mulheres estão a inserção de temas estruturantes das políticas para as mulheres nos materiais didáticos do programa, como valorização do trabalho de cuidado, desigualdades de gênero, enfrentamento às violências, participação social e impactos das mudanças climáticas na vida das mulheres. A pasta também elaborou conteúdo específico sobre políticas para as mulheres e participação social, conectando a trajetória das lutas femininas, os mecanismos de participação popular e a agenda da educação popular em saúde.

Para a secretária nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, a integração entre as políticas de saúde e as políticas para as mulheres fortalece a atuação do Estado nos territórios. “A atuação dos agentes populares nos territórios é de extrema importância, assim como a abertura do Ministério da Saúde para a contribuição da equipe do Ministério das Mulheres na incorporação, de forma transversal, de conteúdos com perspectiva de gênero e de clima nas políticas públicas de saúde. Esses agentes também terão papel fundamental no enfrentamento às violências contra as mulheres e ao feminicídio. Ao reconhecer as desigualdades que impactam a vida das mulheres, o Governo do Brasil atua de forma integrada e coordenada para enfrentá-las”, afirmou.

Segundo a secretária, promover a equidade de gênero também é essencial para qualificar a atenção à saúde e aproximar as políticas públicas das realidades vividas pela população. “O SUS é um patrimônio brasileiro, e promover a equidade de gênero é fundamental para que ele esteja cada vez mais conectado às realidades dos territórios e das mulheres no Brasil”, destacou.

A participação no AgPopSUS reforça a transversalidade das políticas para as mulheres em diferentes áreas do Governo Federal. Ao dialogar com lideranças populares que atuam nas comunidades, a iniciativa fortalece redes locais de cuidado, mobilização social e defesa de direitos, contribuindo para que as ações desenvolvidas nos territórios considerem as desigualdades que impactam a vida das mulheres.

Formação em 2026

Como parte da formação de 2026, representantes da Secretaria Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política (SENATP) e da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres (SENEV) participaram das atividades formativas. Foram abordados temas como justiça climática, participação social das mulheres na construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e estratégias de enfrentamento à violência contra as mulheres.

Nesta etapa inicial do ciclo formativo, o programa reúne 150 participantes dos estados do Rio Grande do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina e do Distrito Federal. Em sua maioria mulheres, as educandas e os educandos populares serão responsáveis por multiplicar conhecimentos e fortalecer ações comunitárias em seus territórios.

Mulheres e emergências climáticas

Durante o evento, foram entregues 200 exemplares do Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas a educadoras e educadores do AgPopSUS. O objetivo é fortalecer a disseminação de conhecimentos sobre os impactos das emergências climáticas na vida das mulheres e ampliar a participação da sociedade civil na gestão de riscos e na governança climática.

O protocolo apresenta orientações para diferentes etapas da gestão de riscos e desastres, incluindo planejamento, preparação, atendimento durante emergências e recuperação pós-desastre. O material também destaca a importância da reconstrução dos territórios, da retomada da autonomia econômica e do fortalecimento das condições de vida das mulheres afetadas.

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