ARTESANATO BRASILEIRO

Salão do Artesanato registra recorde de R$ 5,6 milhões em negócios

Evento beneficiou 757 artesãos de todos os estados e consolidou crescimento do setor entre 2018 e 2026

Publicado em 29/05/2026 10:08Modificado há um dia
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Foto: Pedro de Souza/ ASCOM MEMP
Foto: Pedro de Souza/ ASCOM MEMP

O 22º Salão do Artesanato, promovido pelo Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), através do Programa de Artesanato Brasileiro (PAB), encerrou a edição de 2026 com recorde financeiro de mais de R$5,6 milhões em negócios, incluindo R$669,1 mil em encomendas. O evento reuniu artesãos das 27 Unidades Federativas, além da participação das confederações Confederação Nacional dos Artesãos do Brasil (CNARTS) e Confederação Brasileira dos Artesãos (CONART), e beneficiou 757 profissionais de forma direta, além de alcançar 4.051 pessoas de maneira indireta, entre familiares, comunidades e redes produtivas ligadas ao setor.

Os dados fazem parte do diagnóstico de produção e comercialização elaborado durante a feira, com análise sobre faturamento, perfil produtivo, impacto social e estrutura logística oferecida aos expositores. O levantamento também apontou crescimento contínuo do faturamento do evento entre 2018 e 2026, consolidando o Salão como espaço de promoção da economia criativa e da produção artesanal brasileira.

imagem de divulgação
Foto: Pedro de Souza/ ASCOM MEMP

A produção comercializada apresentou predominância de peças em madeira, responsável por 27,6% da principal tipologia vendida. O segmento inclui técnicas como entalhe, marcenaria e escultura. Em seguida aparecem argila e cerâmica, com 13,8% das vendas principais, além de produtos feitos com fios, fibras e tecidos, presentes em quase todos os estados participantes.

O artesanato indígena teve destaque entre as categorias de origem comercializadas no evento. A produção de povos originários apresentou maior presença nos estados do Amazonas, Roraima, Acre e Mato Grosso. Nos dados de comercialização, o segmento representou 10,3% das respostas relacionadas à principal origem mais vendida e apareceu com 6,9% nas categorias de segunda e terceira origem mais comercializada.

O estudo apontou ainda impacto cultural relacionado à preservação de tradições artesanais brasileiras. O artesanato tradicional predominou em quase todos os estados participantes, enquanto o segmento indígena concentrou maior presença nas regiões Norte e Centro-Oeste. A feira também funcionou como espaço de promoção cultural e turística das federações participantes.

Os dados de percepção institucional também indicam avaliação positiva do evento entre os participantes. Segundo os formulários aplicados durante o Salão, 75,9% dos respondentes concordaram totalmente com a classificação da feira como evento prioritário do PAB, enquanto 24,1% afirmaram concordar com a avaliação.

Em relação à continuidade da prioridade para o próximo ano, 72,4% concordaram totalmente com a permanência do evento no calendário estratégico do programa, e 27,6% manifestaram concordância. Os resultados reforçam o reconhecimento do Salão como espaço de promoção comercial, valorização cultural e articulação da cadeia produtiva do artesanato.

Com recorde de faturamento, crescimento no volume de negócios e participação nacional, o 22º Salão do Artesanato encerra a edição de 2026 com indicadores voltados à expansão da cadeia produtiva e à circulação do artesanato brasileiro no mercado nacional.

“O Salão do Artesanato São Paulo mostrou a força e a diversidade do artesanato brasileiro. Artesãs, artesãos e artistas do Brasil inteiro, de todas as regiões do país, apresentaram um trabalho vivo, dinâmico e cheio de identidade, que gera renda para as comunidades, movimenta a economia e leva a cultura brasileira para o mundo. O presidente Lula sempre teve um carinho muito especial pelo artesanato, um setor que ajuda o Brasil a exportar talento, criatividade e cultura. O desafio agora é pensar em formas de dar ainda mais potência a uma atividade que enche o país de orgulho.”, explicou o ministro Paulo Pereira.
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Empresa, Indústria e Comércio
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