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AMBIENTE DE NEGÓCIOS
Resultados de pesquisa nacional sobre pequenos negócios são apresentados ao Ministério do Empreendedorismo
Em reunião no Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP), o Conselho Federal de Administração (CFA) apresentou à Secretaria Nacional de Ambiente de Negócios os resultados da pesquisa “MEMP e CFA unidos no aprimoramento da gestão que impulsiona os pequenos negócios”. Fruto de acordo de cooperação técnica (ACT) firmado entre as duas instituições, o estudo sobre gestão de pequenos negócios foi lançado em agosto de 2025, em Vitória (ES).
No encontro, o secretário Nacional de Ambiente de Negócios, Maurício Juvenal, enfatizou a necessidade de basear ações governamentais em dados técnicos para garantir maior firmeza. Segundo o secretário, “o dado é o parâmetro para que a gente possa ter assertividade na formulação da política pública”.
A pesquisa funciona como balizador para identificar necessidades práticas de quem empreende no país. Para Maurício Juvenal, essas informações permitem construir uma política de Estado duradoura, capaz de gerar legado e corrigir discrepâncias socioeconômicas de longa data. O estudo é amplo e dividido em sete partes, que cobrem desde perfil do entrevistado até expectativas de investimento e mercado de empreendedores.
Confira abaixo alguns dos dados do levantamento:
- Setores de atuação: categoria de serviços é predominante (51,1%) nos pequenos negócios. Em seguida, destacam-se empresas que atuam apenas no comércio (24,4%) e as que operam de forma conjunta em comércio e serviços (24,4%).
- Perfil do pequeno empreendedor: o setor apresenta equilíbrio entre homens (51,7%) e mulheres (48,3%), com alto nível de instrução, 71,4% possuem ensino superior completo.
- Principal lacuna: gestão financeira e capital, citada por 38% dos empresários como maior dificuldade gerencial.
- Barreira do financiamento: 87,2% dos entrevistados consideram as condições de financiamento no Brasil difíceis, cenário agravado pelos juros elevados.
- Prioridades de investimento: foco atual está em infraestrutura física (22%) e em equipamentos e tecnologia (20%).
- Motivação e canais: busca por autonomia e independência profissional (69,2%) são principais motores para empreender, e o Instagram (80%) é o principal painel de ofertas.
Além deste levantamento com empreendedores, a iniciativa contou com outros estudos complementares, como pesquisa específica realizada com consultores das micro e pequenas empresas, para entender a oferta de suporte técnico no mercado.
Em apresentação técnica, o diretor da Câmara de Formação e Educação do CFA, Júlio Rezende, detalhou as necessidades de capacitação enfrentadas pelo setor. Com o diagnóstico, foi possível mapear ferramentas de gestão para orientar tanto as políticas do Ministério quanto as iniciativas do Conselho.
De acordo com Rezende, o objetivo é atingir o empreendedor na ponta final. Ele ainda mencionou possibilidade de futuras ações estaduais integradas entre CFA e MEMP para disseminar ferramentas de sustentação econômica.
Além do impacto positivo governamental, o estudo orientará a atuação do CFA na qualificação de profissionais de Administração. Com base nos dados, serão definidos cursos para desenvolver competências em gestão via Academia Corporativa da Administração (ACADM), em áreas como finanças, marketing e estratégia. O objetivo é fortalecer a competitividade dos pequenos negócios no Brasil ao formar consultores especializados nas demandas práticas das MPEs.