Nota de Pesar

Falecimento de Luiz Carlos Barreto

Publicado em 22/07/2026 12:12Modificado há 6 dias
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A ANCINE lamenta profundamente o falecimento, aos 98 anos, de Luiz Carlos Barreto, produtor, cineasta e fotógrafo, um dos maiores nomes da história do cinema brasileiro.

Barretão, como era carinhosamente chamado, fazia questão de uma distinção que resumia sua visão de mundo: não gostava de falar em “cinema nacional” - afinal, todo país tem o seu. Falava em “cinema brasileiro”, com identidade, ousadia e vocação própria. Era com esse espírito que erguia o brinde que se tornou sua marca: “Viva o cinema brasileiro!” Poucos personificaram tão bem essa frase quanto ele mesmo.

Ao longo de mais de seis décadas de atuação, Barreto teve papel fundamental na consolidação do audiovisual brasileiro, contribuindo para a produção de obras que marcaram gerações e ajudaram a projetar nosso cinema dentro e fora do país. Sua atuação foi decisiva para o fortalecimento da produção independente e para o desenvolvimento da indústria audiovisual.

Como diretor de fotografia, foi responsável por trabalhos marcantes do Cinema Novo, como Vidas Secas (1963), de Nelson Pereira dos Santos, e Terra em Transe (1967), de Glauber Rocha. Em 1963, fundou a L.C. Barreto Produções Cinematográficas ao lado da esposa, Lucy Barreto, e ajudou na realização de clássicos como Como Era Gostoso o Meu Francês (1971), Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976), de Bruno Barreto, Bye Bye Brasil (1979), de Cacá Diegues, e Memórias do Cárcere (1984), de Nelson Pereira dos Santos.

Para além do trabalho criativo e de produção - foram mais de 70 filmes ao longo da carreira -, Barreto também exerceu papel decisivo na articulação institucional em defesa do setor audiovisual e no fortalecimento da indústria cinematográfica brasileira.

Seu legado segue vivo nas centenas de profissionais que formou e inspirou, nas obras realizadas e na contribuição inestimável que deixa para a cultura do Brasil.

A ANCINE presta sua homenagem a um dos grandes construtores do cinema brasileiro e se solidariza com a família, amigos e admiradores de Luiz Carlos Barreto neste momento de tristeza.

Viva Barretão.

Viva o cinema brasileiro.

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Cultura, Artes, História e Esportes
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