Desenvolvimento Produtivo

Nordeste cria mais de 5% dos novos empregos no Brasil em janeiro, aponta Sudene

Região registrou saldo de 6.134 novos postos formais de trabalho no primeiro mês do ano, com destaque para os setores de Construção e Serviços

Publicado em 09/03/2026 11:00
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Nordeste cria mais de 5% dos novos empregos no Brasil em janeiro, aponta Sudene
Todos os estados da Região apresentaram saldo positivo no setor da Construção. Foto: Freepik

Recife (PE) – O Nordeste iniciou o ano com saldo positivo na geração de empregos formais. Em janeiro, a Região registrou 6.134 novos postos de trabalho com carteira assinada, o equivalente a 5,46% do total de vagas criadas no Brasil no período. No País, foram contabilizados 112.334 novos empregos formais. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego e analisados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

O resultado também representa um avanço de 6,47% em relação ao mesmo mês de 2025, quando a Região havia registrado saldo de 5.761 novas vagas formais. Entre os nove estados nordestinos, cinco apresentaram saldo positivo de empregos. A Bahia liderou a geração de vagas, com 6.124 novos postos, respondendo por 99,8% do saldo regional. Na sequência aparecem o Maranhão, com 2.516 novos empregos, e o Rio Grande do Norte, com 1.164 vagas — o equivalente a 41% e 19% do saldo regional, respectivamente.

Também registraram crescimento o Pernambuco, com 889 novos postos, e Sergipe, com 293 vagas, representando 14,5% e 4,8% do saldo da Região. Por outro lado, Alagoas, Ceará, Piauí e Paraíba apresentaram resultados negativos no período.

A análise setorial indica que o desempenho positivo do Nordeste foi impulsionado principalmente pelos setores de Construção e Serviços. A Construção foi responsável pela criação de 9.716 novos postos de trabalho, enquanto o setor de Serviços gerou 9.448 vagas formais. Segundo a especialista da Coordenação de Avaliação e Estudos da Sudene, Gabriela Nascimento, o crescimento desses segmentos compensou a retração sazonal registrada em outras atividades econômicas. “Enquanto o Comércio registra retração sazonal de 10,1 mil postos, os setores de Construção e Serviços compensam o cenário com a criação de mais de 19 mil novos empregos no Nordeste”, explica.

No setor da Construção, todos os estados da Região apresentaram saldo positivo. Os destaques foram Pernambuco, com 3.069 vagas, e Bahia, com 2.722 postos, que juntos responderam por 59,6% do saldo do setor no Nordeste. Em seguida aparecem Rio Grande do Norte (883), Paraíba (816), Ceará (785), Sergipe (457), Maranhão (372), Alagoas (353) e Piauí (259).

No setor de Serviços, os maiores saldos absolutos foram registrados na Bahia, com 4.324 novos postos de trabalho, e no Maranhão, com 2.241 vagas. Quando considerado o peso do setor no saldo total de cada estado, os maiores destaques proporcionais foram Sergipe (170,3%), Rio Grande do Norte (90,3%), Maranhão (89,1%), Ceará (80,9%) e Bahia (70,6%).

Dentro do setor, o segmento de Atividades Administrativas e Serviços Complementares foi o principal responsável pela expansão do emprego, com 4.652 novos postos — cerca de 49,2% do saldo do setor na Região. Bahia e Rio Grande do Norte concentraram 87,5% desse resultado, com 3.290 e 783 novas vagas, respectivamente. Outro destaque foi o segmento de Saúde Humana e Serviços Sociais, que registrou saldo positivo de 2.476 novos empregos formais no Nordeste.

Comércio, indústria e agropecuária

Entre os setores com desempenho negativo, o Comércio apresentou a maior retração, com perda de 10.124 postos de trabalho na Região. Apesar disso, o saldo negativo foi 3,8% menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando foram fechadas 10.531 vagas. O recuo foi registrado em todos os estados nordestinos, com maiores déficits no Ceará (-3.052), Bahia (-2.924) e Pernambuco (-1.302).

A indústria também registrou saldo negativo no mês (-1.481). Apenas quatro estados tiveram resultado positivo no setor: Bahia (1.022), Sergipe (268), Rio Grande do Norte (243) e Piauí (228).

Já o setor agropecuário registrou fechamento líquido de 1.425 vagas. O desempenho negativo foi generalizado, sendo parcialmente compensado pelos resultados positivos da Bahia (980 novos postos) e do Maranhão (55), únicos estados com geração de empregos na atividade.

Por Andrea Pinheiro

Categorias
Trabalho, Emprego e Previdência
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