POLÍTICAS PÚBLICAS

Na Expo Favela Ceará, Simone Tebet garante que não faltarão recursos para quem precisa

Ministra participou do evento em Fortaleza, onde falou da importância do censo das favelas para a definição de políticas públicas

Publicado em 25/11/2024 12:56Modificado em 10/12/2024 16:42
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“Estamos ajustando as contas para que sobrem recursos e possamos injetar onde realmente é necessário”, garantiu a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, na Expo Favela Innovation Ceará 2024, no último sábado (23/11), em Fortaleza. Com palestras, rodadas de negócios, atividades culturais e uma feira de produtos e serviços criados por moradores de favelas, o evento buscou fomentar a inovação e conectar empreendedores a investidores.

Simone Tebet participou do painel “Buscando consensos para um projeto de país” ao lado da deputada federal Erika Hilton, da vice-prefeita eleita de Fortaleza, Gabriela Aguiar, e da socióloga e ativista Aava Santiago, vereadora por Goiânia. A ministra destacou a importância do levantamento Favelas e Comunidades Urbanas, um suplemento do Censo 2022, realizado este ano, por meio de parceria entre o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO), a Central Única das Favelas (Cufa), o instituto de pesquisas Data Favela e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Quando assumi o MPO, fiquei surpresa em saber que o censo brasileiro não entrava em todas as favelas do país; apenas em algumas de São Paulo, do Rio e do Recife. Nós, então, procuramos a Cufa e, agora, pela primeira vez, o IBGE tem dados de todas as 656 favelas do Brasil. Hoje, o Brasil sabe quantos moram nas favelas, quais são os desafios, quais são os problemas e qual é a força da favela. Esse raio-X do Brasil é fundamental para gastarmos bem o dinheiro que temos”, avaliou a gestora.

O levantamento Favelas e Comunidades Urbanas  buscou aumentar a precisão do Censo 2022 em relação a esses territórios. Os dados foram apresentados pelo IBGE no dia 8 de novembro. Para a ministra, é um marco histórico para o desenvolvimento de políticas públicas voltadas às comunidades. “Agora, a responsabilidade é nossa de garantir crédito para empreendedorismo, saneamento, habitação, segurança; enfim, garantir dignidade para a favela”.

Tebet também reforçou que o corte de gastos, a ser anunciado pelo governo federal, não afetará políticas essenciais. “O que a gente quer é garantir a qualidade e a eficiência do serviço público e, ao mesmo tempo, garantir responsabilidade fiscal. Se nós aplicarmos bem, com eficiência, conseguimos prestar serviços públicos de qualidade. O ajuste fiscal não vai tirar qualquer centavo daquilo que é essencial no Brasil”, garantiu.

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Finanças, Impostos e Gestão Pública
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