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SAÚDE
Maior mutirão do SUS leva cirurgias, exames e acolhimento a mais de 230 mil mulheres em todo o país
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O Governo do Brasil realizou, nos dias 21 e 22 de março de 2026, o maior mutirão da história do Sistema Único de Saúde (SUS) voltado exclusivamente às mulheres. A iniciativa, coordenada pelo Ministério da Saúde dentro do programa Agora Tem Especialistas, mobilizou centenas de hospitais públicos, privados, filantrópicos e universitários em todas as regiões do país para atender pacientes previamente agendadas. O objetivo da iniciativa foi reduzir o tempo de espera e fortalecer o acesso das mulheres à saúde especializada em todo o país.
No sábado (21) e no domingo (2), foram realizados mais de 229 mil atendimentos, entre cirurgias e exames de média e alta complexidade em todo o país. O público contemplado abrangeu mulheres de todas as idades, de crianças a idosas, encaminhadas pelas redes locais de saúde, conforme critérios das centrais de regulação.
A ação incluiu procedimentos essenciais para diagnóstico precoce, como tomografias, ressonâncias magnéticas e ultrassonografias, além de cirurgias ginecológicas, como histerectomia, reconstrução mamária, retirada de tumor no útero e laqueadura, e procedimentos gerais, como cirurgias de catarata, varizes, hérnia, vesícula e retirada de tumores de pele.
Também foram ofertados cerca de 3,8 mil implantes do contraceptivo Implanon, método de longa duração com alta eficácia, disponibilizado gratuitamente pelo SUS.
Mobilização da rede de atendimento
Participaram da mobilização instituições como Santas Casas, hospitais filantrópicos, seis hospitais federais e unidades de referência, como o Instituto Nacional de Cardiologia, o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia e o Instituto Nacional de Câncer, além de 45 hospitais universitários federais em 25 estados.
Inclusão social: transporte gratuito
Para garantir o acesso, foi assegurado transporte gratuito para cerca de 36 mil pacientes, em parceria com o aplicativo 99. Para o sucesso da ação, foram distribuídos 73 mil vouchers de deslocamento em até 40 cidades, incluindo 21 capitais.
Mulheres indígenas
Já as mulheres indígenas receberam apoio com transporte e hospedagem nas Casas de Apoio à Saúde Indígena, sendo atendidas em hospitais próximos aos seus territórios, com foco em um cuidado humanizado.
Márcia Lopes: “o SUS cada dia mais presente”
Sobre a ação, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, enfatizou a importância do cuidado e do acolhimento do SUS às mulheres, que representam mais de 50% da população.
“O Brasil inteiro e as mulheres agradecem muito pelo SUS, por essa força e união da rede de saúde. Quando perguntamos para as mulheres quais as prioridades para as políticas públicas, elas respondem: saúde, acolhimento e respeito”, disse.
Ela parabenizou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e toda a equipe do SUS, contextualizando a gestão da saúde antes de 2023. “Parabéns por esse grande esforço, com o SUS cada dia mais presente, superando um período em que a gente tinha muita tristeza porque o sistema estava muito desvalorizado. E agora o SUS está cada vez mais presente na vida das mulheres”, enfatizou.
Eutália Barbosa: “O SUS chegando aonde as mulheres precisam”

A secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa, participou, no sábado (21) do Mutirão da Mulher em Brasília (DF), ao lado do ministro Alexandre Padilha, durante visita ao Hospital Universitário de Brasília (HUB). A unidade é vinculada à rede da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).
“Estar aqui e presenciar o maior mutirão do SUS voltado à saúde das mulheres é a demonstração do esforço do Governo do Brasil em ampliar o acesso aos serviços de saúde, reduzindo filas históricas e garantindo o cuidado integral. Isso fortalece a autonomia das mulheres e amplia seus direitos”, afirmou a secretária.
Para o ministro Padilha, o mutirão da Mulher é um marco na história do SUS. “Estamos fazendo o maior mutirão da história do SUS, dedicado exclusivamente à saúde da mulher. Foram mais de 230 mil mulheres que fizeram cirurgias ou exames complexos em quase mil hospitais. São aquelas que já estavam aguardando na fila”, explicou o ministro.
Estratégia exitosa
O ministro ressaltou a união entre diferentes redes de saúde, por meio de novo modelo de financiamento que ampliou a participação de instituições. Isso porque a estratégia do programa promove incentivos, como o aumento nos valores da tabela de pagamentos do SUS e a troca de dívidas tributárias de hospitais privados por atendimentos. Segundo o ministro, essa política resultou em um recorde de 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025, um aumento de 40% em relação a 2022.
Sobre o Programa Agora Tem Especialistas
O Programa Agora tem Especialistas é uma iniciativa do Ministério da Saúde e do Governo Federal que tem como principal objetivo reduzir o tempo de espera por atendimentos no Sistema Único de Saúde - SUS. A ação faz parte das políticas da Secretaria de Atenção Especializada à Saúde – SAES que busca promover um atendimento mais ágil e eficiente para a população.
Entre as ações desenvolvidas estão a ampliação de mutirões, o uso de unidades móveis de saúde (carretas), a aquisição de transporte sanitário e o fortalecimento da Telessaúde.
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