Em Santa Catarina, ministra Márcia Lopes faz entregas do Novo PAC com foco na saúde integral e proteção às mulheres
Durante entregas em Balneário Camboriú, ministra das Mulheres destacou a implementação da Sala Lilás para acolhimento de mulheres em situação de violência, a importância do diagnóstico ágil e reforçou o apoio ao Pacto Brasil contra o Feminicídio e o fim da escala 6x1

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, representando o governo federal, participou, nesta sexta-feira (15/5), da cerimônia de entregas do Novo PAC, em Balneário Camboriú, Santa Catarina. As entregas fazem parte do programa de fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS).
Durante o encontro, a ministra, ao lado do superintendente do Ministério da Saúde em Santa Catarina, Sylvio da Costa, assinou a ordem de serviço para a construção de duas policlínicas nos municípios de Balneário Camboriú e São José, além da entrega de 38 veículos destinados ao fortalecimento da rede pública de saúde, em Santa Catarina, no âmbito do programa Agora Tem Especialistas e do Novo PAC Saúde. Também foi publicado o edital de licitação para a construção da nova sede do Instituto de Cardiologia de Santa Catarina.
Na ocasião, a ministra reforçou como essas entregas refletem na vida das mulheres, que passarão a contar com atendimento especializado de forma mais rápida e eficiente
“Estamos fazendo um trabalho conjunto, entre o Ministério das Mulheres e o Ministério da Saúde. Poder anunciar a entrega de obras, micro-ônibus, unidades odontológicas móveis, instituto de cardiologia, policlínicas, é muito importante, pois isso vai beneficiar mais de 800 mil pessoas, fortalecendo o Sistema Único de Saúde”, destacou.
O Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC na Saúde) representa a expansão da assistência à população e possibilitará a universalidade de serviços essenciais na rede pública, além da retomada do investimento em políticas públicas, especialmente em obras de infraestrutura econômica, social e urbana a partir da nova versão do programa.
Dentre as entregas, está a de 30 micro-ônibus para transporte de pacientes em cidades catarinenses, dentro do programa “Agora Tem Especialistas”, e seis unidades odontológicas móveis.
Saúde da Mulher
No modelo tradicional, uma mulher poderia levar meses entre a consulta inicial, a mamografia e a biópsia. Na nova Policlínica, o Núcleo de Saúde Integral da Mulher agrupa ginecologia, obstetrícia, mastologia e exames como ultrassonografia e mamografia (com suporte para biópsia guiada por imagem) no mesmo setor.
O objetivo é que ela saia da unidade com seu ciclo de cuidado concluído, ou com um plano terapêutico estruturado, garantindo que o direito à saúde aconteça em tempo oportuno.
Sala Lilás
Um dos maiores diferenciais das Policlínicas do Novo PAC Saúde é a implementação da Sala Lilás. Este é um ambiente estratégico de acolhimento para mulheres em situação de violência, projetado com entrada separada para garantir total privacidade e sigilo.
Com equipe multiprofissional preparada para o acolhimento humanizado, o espaço oferece cuidado clínico e encaminhamento direto à Rede de Enfrentamento à Violência. O serviço evita que a mulher precise narrar sua história repetidamente em diferentes órgãos. Essas salas funcionam como pontos de identificação precoce, protegendo a mulher antes que a violência escale para casos de urgência hospitalar.
Brasil contra o Feminicídio
Ao abordar os índices de violência em Santa Catarina — que registrou 52 feminicídios no último ano —, a ministra fez um apelo direto aos gestores municipais para o fortalecimento do Pacto Brasil contra o Feminicídio, lançado em fevereiro deste ano pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
"Prefeitos e prefeitas, falem todo dia nos seus municípios: aqui não vamos tolerar nenhum tipo de violência contra as mulheres, da piadinha à humilhação, do tapa ao feminicídio", convocou. Ela destacou que o Ministério tem R$ 19 milhões à disposição para a construção da primeira Casa da Mulher Brasileira em Florianópolis e aguarda a adesão do governo estadual para viabilizar o projeto, que integra serviços de justiça, delegacia e acolhimento em um só lugar.
A ministra reforçou a importância da Lei nº 14.164/202, que tornou obrigatória a inserção de conteúdos sobre os direitos das mulheres e o combate à violência nos currículos escolares. "É assim que vamos formar uma nova geração: mudando currículos e garantindo que médicos, advogados e engenheiros saiam da formação com um olhar de respeito e equidade", destacou Márcia Lopes.
Escala 6x1 e igualdade salarial
A ministra defendeu o fim da escala 6x1 como uma medida essencial para a saúde mental e o bem-estar das trabalhadoras e dos trabalhadores. "É preciso que o país entenda que as trabalhadoras precisam de espaço para sua vida, para o cuidado da saúde e para o entretenimento", afirmou.
Ela também celebrou a recente decisão do STF que validou a Lei de Igualdade Salarial, lembrando que as mulheres não podem mais ganhar 21,3% a menos que os homens exercendo a mesma função.