Do Ligue 180 à Tenda Lilás: como o Ministério das Mulheres está ampliando a rede de proteção em todo o país
Gestão da ministra Márcia Lopes completa 365 dias com marcas históricas: 45% de aumento nos atendimentos do Ligue 180, novas unidades de acolhimento inauguradas e uma estratégia itinerante para alcançar as brasileiras nos estados e municípios

A expansão da rede de serviços e o fortalecimento das políticas de enfrentamento à violência de gênero marcam o primeiro ano da ministra Márcia Lopes à frente do Ministério das Mulheres. Com foco na articulação interinstitucional, a gestão, através da Secretaria Nacional de Enfrentamento à Violência contra Mulheres (SEVEN), integrou atendimento especializado, prevenção ao feminicídio, infraestrutura de acolhimento e comunicação pública para ampliar as estratégias de proteção às mulheres em todo o país.
O crescimento expressivo do Ligue 180 traduz, em números, a dimensão da demanda reprimida e da confiança crescente das mulheres nos serviços do Estado. Em 2025, a Central de Atendimento à Mulher registrou mais de um milhão de chamadas, crescimento de 45% em relação ao ano anterior, com média de 3 mil atendimentos diários. O serviço opera de forma multicanal, com atendimentos por telefone, WhatsApp, e-mail e videochamadas em Libras, garantindo acessibilidade a mulheres em diferentes contextos e vulnerabilidades.
Pacto Nacional Contra o Feminicídio
No campo do enfrentamento ao feminicídio, um marco histórico foi estabelecido já no início do segundo ano de gestão, com o lançamento do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, em 4 de fevereiro de 2026, no Palácio do Planalto. A iniciativa reúne os Três Poderes em ações integradas de prevenção, proteção e responsabilização, com o Ministério das Mulheres na coordenação intersetorial e na articulação da implementação nos territórios.
O Pacto absorve e potencializa o Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios, herdado e impulsionado pela ministra desde o início da gestão, criado em 2023 e hoje com adesão de 19 estados, que passa a compor um de seus eixos estruturantes.
Casas da Mulher Brasileira: capilaridade e cuidado
A rede de Casas da Mulher Brasileira (CMB) avança com inaugurações e novos investimentos sob a gestão de Márcia Lopes. Em março de 2026, foi aberta a unidade em Macapá (AP) e Aracaju (SE) será inaugurada ainda neste mês. Para esta última, 120 profissionais foram capacitados, elevando para 12 o total de CMBs em operação no país.
No Rio Grande do Sul, um investimento do governo federal de R$28,5 milhões viabiliza unidades em Porto Alegre e Caxias do Sul, enquanto Vila Velha (ES) e Foz do Iguaçu (PR) devem receber novas casas no segundo semestre de 2026. Os equipamentos oferecem, em um mesmo espaço, atendimento integrado de saúde, assistência social, segurança pública, acesso à Justiça e suporte à autonomia econômica.
Esse eixo é complementado pela expansão dos Centros de Referência da Mulher Brasileira, com meta de seis novas unidades em 2026. Em 9 de abril, foi inaugurado o Centro de Referência Tatiane Spitzner, em Guarapuava (PR), ampliando a presença do Estado em municípios de menor porte com serviços especializados de acolhimento e orientação.
Rede fortalecida, territórios alcançados
Em 14 e 15 de abril de 2026, o Senado Federal sediou o Seminário Nacional pelo Fortalecimento da Rede, promovido pelo Ministério das Mulheres em parceria com o Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM), órgão colegiado responsável por acompanhar, avaliar e propor diretrizes para a política nacional de proteção e promoção dos direitos das mulheres, e com a Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher.
O encontro reuniu especialistas e representantes da sociedade civil para discutir a integração dos serviços de atendimento e os desafios da implementação territorial das políticas públicas voltadas às mulheres. Durante o seminário, a ministra Márcia Lopes destacou que as desigualdades regionais exigem estratégias articuladas entre municípios e estados para ampliar o acesso à rede de proteção, especialmente em cidades de pequeno porte.
“Tem cidades com 3 mil, 5 mil, 10 mil habitantes que, sozinhas, não conseguem estruturar toda a rede de atendimento. Por isso, estamos discutindo a criação de consórcios, numa perspectiva regionalizada, dialogando com governadores, governadoras e secretarias estaduais para fortalecer essas políticas”, afirmou.
A capilaridade da atuação é reforçada pela Tenda Lilás, lançada em dezembro de 2025, em Brasília. A iniciativa itinerante do Ministério das Mulheres percorreu cidades de todas as regiões do país, funcionando como instrumento de comunicação pública e participação social: aproxima o Ministério da população, realiza escuta ativa das demandas locais, amplia o acesso às políticas públicas e divulga o Ligue 180.
O conjunto de medidas evidencia um ciclo de estruturação e expansão da rede de proteção às mulheres, com integração entre atendimento direto, prevenção, articulação federativa e mobilização social.
A agenda reforça o compromisso da ministra Márcia Lopes com uma atuação transversal, democrática e alinhada à diversidade das mulheres brasileiras, presente em cada território onde uma mulher precise ser acolhida.