SAÚDE

Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher: secretária do Ministério das Mulheres reforça conquistas e participa de Fórum no Pará

A cada ano, no dia 28 de maio, data visa conscientizar sobre os direitos à saúde integral, combater a mortalidade materna e garantir acesso a serviços de qualidade

Publicado em 28/05/2026 17:32
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Fórum de Mulheres na Saúde

Nesta quinta-feira (28) é celebrado o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher. Diferente de uma data meramente comemorativa, mas uma data de caráter de mobilização, conscientização e reivindicação por melhores condições de saúde para as mulheres em todo o mundo. A data também é marcada pelo Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna.

Neste dia, a secretária Nacional de Articulação Institucional, Ações Temáticas e Participação Política do Ministério das Mulheres, Sandra Kennedy, destacou o protagonismo feminino na construção do SUS e comentou sobre os encaminhamentos do Fórum de Mulheres na Saúde, realizado no último dia 25 de maio, em Belém (PA).

“As mulheres sempre são protagonistas das lutas por conquista de direitos. No campo da saúde, a construção do SUS, uma política universal e gratuita, teve participação fortíssima das mulheres, sobretudo na década de 80”, afirmou a secretária.

No Fórum, que reuniu mulheres indígenas, quilombolas, com deficiência, periféricas, cientistas e trabalhadoras, foram debatidos temas como: a redução da morte materna e humanização do parto; saúde mental, com destaque para a nova estratégia do SUS de psicoterapia e teleatendimento; sobrecarga de trabalho e sua relação com o sofrimento psíquico; a participação social, que apesar de existirem conselhos de saúde e 12 fóruns temáticos no Ministério das Mulheres, ainda há desafios para que as mulheres se sintam efetivamente ouvidas.

“O Fórum das Mulheres na Saúde é estratégico porque cria a possibilidade de escuta ativa. Olhar para a participação social é um desafio para os próximos anos”, avaliou Sandra Kennedy. O evento em Belém integra uma agenda nacional, realizada em todos os estados, com participação da sociedade civil, secretarias estaduais e municipais de mulheres, Ministério da Saúde e conselhos de saúde.

Sandra Kennedy destacou o protagonismo feminino na construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e anunciou os encaminhamentos do Fórum de Mulheres na Saúde, em Belém (PA). “As mulheres sempre são protagonistas das lutas por conquista de direitos. No campo da saúde, não foi diferente. A construção do SUS, uma política universal e gratuita, contou com a participação fortíssima das mulheres, especialmente nos anos 80, durante a 8ª Conferência Nacional de Saúde”, afirmou a secretária.

Ela também ressaltou que todas as conquistas no campo da saúde para as mulheres derivam da concepção do SUS e que, embora haja muito a avançar, é preciso também reconhecer os passos já dados. “O encontro de Belém trouxe pontos muito específicos. A redução da morte materna e a humanização do parto foram centrais. O ministro da Saúde Padilha tem falado sobre a indústria da cesárea e a privatização da saúde, que fragilizam a gestão pública. Precisamos enfrentar essas questões estruturais”, explicou.

Entre os temas emergentes, a saúde mental ganhou destaque. As mulheres relataram forte relação entre sofrimento psíquico e a sobrecarga da jornada de trabalho. Como avanço, a secretária citou a nova estratégia do SUS de ofertar cuidado em saúde mental por meio de psicoterapia e teleatendimento, algo inédito na rede pública.

“Isso é motivo de comemoração neste dia de luta. As mulheres lideraram também a redução da jornada de trabalho”, completou. Outro ponto levantado no Fórum foi a efetividade dos mecanismos de participação social. Apesar de existirem conselhos de saúde (municipais, estaduais e nacional) e 12 fóruns temáticos no Ministério das Mulheres (de pescadoras, quilombolas, sindicalistas, LGBTQIA+, entre outros), muitas mulheres ainda relatam não se sentir ouvidas na avaliação das políticas públicas.

“Olhar para a participação social é um desafio para os próximos anos. Não é possível ter tantos canais e ainda assim as mulheres trazerem a fala de que não são ouvidas. O Fórum das Mulheres na Saúde é estratégico exatamente porque cria a possibilidade de escuta ativa”, apontou Sandra Kennedy.

O Fórum realizado em Belém faz parte de uma agenda que vem sendo executada em todos os estados, com o objetivo de discutir políticas públicas para as mulheres na saúde e fortalecer o movimento social. Participaram representantes da sociedade civil, secretarias estaduais e municipais de mulheres, além do Ministério da Saúde, que atua em conjunto com os conselhos de saúde. “O Fórum se constitui como um espaço estratégico de diálogo e articulação para o fortalecimento das políticas públicas voltadas às mulheres, sendo fundamental para a construção de uma agenda transversal e integrada entre governo e sociedade civil”, destacou a organização do evento.

Origem da data

O Dia Internacional de Ação pela Saúde da Mulher foi definido no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde, ocorrido em 1984, na Holanda, durante o Tribunal Internacional de Denúncia e Violação dos Direitos Reprodutivos, ocasião em que a morte materna apareceu com toda a sua magnitude. A partir dessa data, o tema ganhou maior interesse e, no V Encontro Internacional Mulher e Saúde, realizado em São José, na Costa Rica, a Rede de Saúde das Mulheres Latino-americanas e do Caribe (RSMLAC) propôs que, a cada ano, no dia 28 de maio, uma temática norteia ações políticas voltadas à prevenção de mortes maternas evitáveis. A data visa conscientizar sobre os direitos à saúde integral, combater a mortalidade materna e garantir acesso a serviços de qualidade.

Categorias
Saúde e Vigilância Sanitária
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