AUTONOMIA ECONÔMICA

Na Bahia, programa Asas para o Futuro leva formação em audiovisual para jovens mulheres do IFBA, em Itabuna

A formação conta com 60 estudantes entre 15 e 29 anos, das quais 87% se autodeclaram negras, 68% têm até 20 anos e 93% vivem em áreas urbanas periféricas

Publicado em 10/06/2026 19:12Modificado há 16 horas
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A secretaria sublinhou que a educação tem potencial para transformar realidades
A secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Joana Passos, ministrou a palestra “Mulheres Negras, Trabalho e Tecnologia: ocupando espaços e produzindo inovação”

O Ministério das Mulheres e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA) realizaram, na segunda-feira (9), a aula inaugural do curso de Editora de Vídeo do Programa Asas para o Futuro, em Itabuna, no sul da Bahia. A programação faz parte das ações do Ministério voltadas à autonomia econômica das mulheres, à inclusão produtiva e à ampliação do acesso à educação profissional para mulheres em situação de vulnerabilidade social.  

A formação conta com 60 estudantes entre 15 e 29 anos, das quais 87% se autodeclaram negras, 68% têm até 20 anos e 93% vivem em áreas urbanas periféricas.  Durante a aula inaugural, que marca a abertura das atividades do programa, a secretária nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados do Ministério das Mulheres, Joana Passos, ministrou a palestra “Mulheres Negras, Trabalho e Tecnologia: ocupando espaços e produzindo inovação”.   

A secretaria sublinhou que a educação tem potencial para transformar realidades e ampliar oportunidades e disse que a presença de instituições de ensino nos territórios contribui para mudar a vida das pessoas e criar horizontes para as jovens. "Quando uma escola chega a um território, ela altera a dinâmica daquele lugar e a vida das pessoas. Educação é um direito", afirmou.  

Para Joana Passos, a formação em edição de vídeo permitirá às estudantes contar histórias a partir de seus próprios olhares e experiências, valorizando as vozes, a cultura e as realidades do sul da Bahia. 

Oportunidade concreta  

A turma também reúne três jovens indígenas do povo Tupinambá da Aldeia Serra do Padeiro, que percorrem mais de 40 quilômetros para participar das aulas. Elas cursam o ensino médio e já atuam na comunicação de suas comunidades. Entre as estudantes, há ainda mulheres que já trabalham na área audiovisual ou desenvolvem projetos relacionados ao setor, além de uma estudante autista. 

Para quem está dando os primeiros passos na vida profissional, a qualificação é vista como uma oportunidade concreta de ampliar horizontes. É o caso de Ana Laís, de 18 anos, que acredita que a formação fará diferença para o seu futuro. “Vai ajudar muito no meu currículo quando eu for procurar meu primeiro emprego”, afirmou. 

Qualificação alinhada às demandas do território 

A escolha do curso de Editora de Vídeo foi definida a partir de levantamentos realizados pela Comissão de Implantação do Campus Itabuna e das demandas identificadas durante o processo de escuta territorial. Nesse processo, ficou evidenciado que os cursos de comunicação audiovisual, marketing digital, publicidade e economia digital são setores em crescimento na região que abrem possibilidades para a inserção dos jovens no mercado de trabalho. 

Expansão  

Desenvolvido em parceria com o IFBA, o Programa Asas para o Futuro já foi implantado nos campi de Simões Filho e de Santo Antônio de Jesus. A expansão para Itabuna faz parte da estratégia do Governo do Brasil de levar educação profissional e inclusão produtiva aos grupos mais vulneráveis, ampliando as oportunidades de qualificação e geração de renda para mulheres do sul da Bahia. 

A oferta do programa em Itabuna também ocorre no contexto da implantação do novo campus da instituição no município, e resulta de estudos socioeconômicos e do diálogo com organizações locais, movimentos sociais e representantes da comunidade. 

“O Programa Asas para o Futuro é uma construção coletiva entre o Ministério das Mulheres, o IFBA e os movimentos de mulheres locais e reafirma o compromisso das instituições públicas com políticas voltadas à autonomia, formação cidadã e ampliação das oportunidades para as mulheres”, destacou a secretária estadual de Políticas para as Mulheres, Camilla Batista. 

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Comunicações e Transparência Pública
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