SAÚDE E ESPORTE

Esporte também é conexão: como a atividade física pode contribuir para a saúde mental

No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, a prática esportiva destaca a importância do movimento, da convivência e dos vínculos sociais para o bem-estar

Publicado em 09/10/2026 19:03Modificado há 18 dias
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Foto: Márcio Martins/Pref. de Belo Horizonte
Foto: Márcio Martins/Pref. de Belo Horizonte

Uma em cada seis pessoas no mundo é afetada pela solidão, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) publicado em 2025. O dado chama a atenção para a importância das relações sociais na saúde e no bem-estar. Nesse cenário, a atividade física pode ser uma aliada não apenas do corpo, mas também da convivência, ao criar oportunidades de encontro, troca e apoio entre as pessoas.

Caminhar em um parque, participar de uma aula coletiva ou jogar futebol com amigos são exemplos de como o exercício pode aproximar pessoas. A interação durante a prática, o incentivo mútuo e a conquista de objetivos em comum podem tornar a experiência mais prazerosa e favorecer a continuidade da atividade. No Dia Mundial da Saúde Mental, celebrado em 10 de outubro, a prática esportiva destaca a importância do movimento, da convivência e dos vínculos sociais para o bem-estar.

O movimento que aproxima

O antropólogo britânico Robin Dunbar, pesquisador das relações humanas, estuda como atividades realizadas em sincronia podem fortalecer os laços sociais. Em entrevista ao The Jim Rutt Show, ele explicou que correr acompanhado pode produzir um efeito adicional em relação à prática individual.

“Se você corre com outras pessoas, é provável que corra em sincronia com elas. Isso parece potencializar o efeito das endorfinas em comparação com correr sozinho”, afirma Dunbar.

A explicação ajuda a entender por que atividades coletivas podem ir além do exercício físico. O ritmo compartilhado, a cooperação e a sensação de fazer parte de um grupo contribuem para a experiência social. Isso não significa que a prática individual tenha menos valor, mas mostra como o esporte pode criar espaços de convivência em uma rotina marcada, muitas vezes, pela falta de tempo para estar com outras pessoas.

Cuidar do corpo também é cuidar da mente

A prática regular de atividade física está associada à melhora do sono e do bem-estar emocional, além de contribuir para a redução de sintomas de ansiedade e depressão. Os efeitos variam de pessoa para pessoa, mas o movimento pode integrar uma rotina de cuidado com a saúde mental.

Não é preciso começar com treinos intensos ou modalidades competitivas. Caminhada, dança, bicicleta, natação e jogos recreativos são algumas possibilidades para incluir mais movimento no dia a dia. Escolher uma atividade prazerosa, respeitar os próprios limites e buscar companhia, quando isso fizer sentido, são caminhos para tornar a prática mais agradável.

A atividade física não substitui o acompanhamento profissional quando necessário, mas pode fazer parte de uma abordagem mais ampla de cuidado. Neste Dia Mundial da Saúde Mental, a reflexão também passa pela importância de criar oportunidades para estar junto, fortalecer vínculos e construir relações que contribuam para o bem-estar.

Assessoria de Comunicação - Ministério do Esporte

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