INTERNACIONAL

Brasil e China discutem ampliação de voos diretos e cooperação na aviação

Em reunião com autoridade chinesa, ministro Tomé Franca propôs estudos para aumentar a frequência de voos entre os países e ampliar intercâmbio em formação de profissionais e tecnologias

Publicado em 25/08/2026 12:28Modificado há 8 horas
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Foto de autoridades políticas e comerciais, frente a frente em duas mesas
A agenda do dia incluiu discussões sobre aviação, infraestrutura portuária e relações comerciais

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, reuniu-se nesta terça-feira (25), em Pequim, com representantes da Administração da Aviação Civil da China (CAAC), autoridade responsável pela regulação da aviação civil no país. Entre os temas discutidos estiveram a ampliação da frequência de voos diretos entre Brasil e China, a cooperação para formação de pilotos e tripulantes e o intercâmbio de tecnologias para o setor aéreo.

Atualmente, há quatro voos diretos por semana entre os dois países. Durante o encontro, o ministro propôs a realização de estudos para avaliar a possibilidade de ampliar essa frequência, como forma de aumentar as opções de conexão aérea entre os mercados brasileiro e chinês.

A formação de profissionais da aviação também esteve entre os temas da reunião. A China possui uma academia de aviação com mais de 500 aeronaves usadas para treinamento. A proposta discutida foi ampliar a cooperação entre os dois países nessa área, incluindo intercâmbio de conhecimentos e experiências para a formação de pilotos e tripulantes.

Outro tema abordado foi o desenvolvimento e a incorporação de novas tecnologias ao setor aéreo. A agenda incluiu a possibilidade de intercâmbio técnico entre os países, com compartilhamento de conhecimentos relacionados à modernização da aviação.

Durante a reunião, Tomé Franca também destacou o potencial brasileiro para a produção de combustível sustentável de aviação (SAF), considerando a disponibilidade de matérias-primas e a capacidade produtiva do país. O combustível é uma das alternativas em desenvolvimento no setor para reduzir as emissões de gases de efeito estufa da aviação.

Comércio e logística

A agenda desta terça-feira (25) também incluiu reunião com representantes do Grupo COFCO, uma das principais empresas chinesas com atuação no agronegócio brasileiro. A conversa teve como foco os projetos da companhia no país, a movimentação de produtos agrícolas e as perspectivas para a ampliação de suas operações.

A COFCO movimenta atualmente mais de 14 milhões de toneladas de grãos no Porto de Santos, com destaque para soja, farelo de soja, milho e açúcar. A empresa mantém uma área de 98 mil metros quadrados no complexo portuário, com capacidade estática para armazenar 490 mil toneladas.

Em 2025 a empresa adquiriu 979 vagões e 23 locomotivas, em parceria com a Rumo Logística, para transporte de grãos até o Porto de Santos, de onde as cargas seguem para o mercado internacional, incluindo a China.

A empresa também está restaurando o histórico prédio da Diretoria de Operações da Autoridade Portuária, às margens do cais, como parte das ações de valorização da relação entre o porto e a cidade. O complexo da COFCO em Santos é o maior ativo de exportação da empresa fora da China.

Próximas agendas

A missão do MPor segue nesta quarta-feira (26) em Xangai, onde estão previstas reuniões com empresas e instituições ligadas à infraestrutura portuária e à logística. A programação inclui reunião com a presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, além de uma visita técnica ao Porto de Baoshan.

Também está prevista a inauguração do escritório de representação do porto catarinense de Itapoá em Xangai.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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