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Ministério de Portos e Aeroportos e BNDES assinam crédito de R$ 8 bi para a aviação civil

Recursos fazem parte do Fundo Nacional de Aviação Civil para ampliação dos serviços aéreos

Publicado em 30/07/2026 20:40Modificado em 03/08/2026 11:13
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Grupo de cerca de 9 pessoas, majoritariamente homens em trajes formais, reunidas no palco da bolsa de valores durante evento oficial. No centro, duas pessoas seguram juntas um martelo de madeira posicionado sobre uma bancada azul, simulando a batida de encerramento de um leilão.  Ao fundo, há um grande telão azul com o título em letras brancas: "1º Bloco de LEILÕES PORTUÁRIOS de 2026". Abaixo do título, três pequenas caixas verdes destacam as siglas das áreas leiloadas: "MCP01 | AP", "POA26 | RS" e "NAT01 | RN". Na faixa branca inferior do telão, estão estampadas as marcas da B3, ANTAQ, Ministério de Portos e Aeroportos e o logotipo do Governo do Brasil com o slogan "Do lado do povo brasileiro". As pessoas no palco sorriem e olham em direção à câmera, celebrando o momento.
Os valores destinados fazem parte do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), administrado pelo MPor e serão destinados à Azul, Abaeté, Gol e Latam - Foto: Vosmar Rosa/MPor

Com objetivo de ampliar as operações aéreas e tornar a aviação civil ainda mais acessível, o ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Tomé Franca, e o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinaram nesta quinta-feira (30), no Rio de Janeiro, a liberação de R$ 8 bilhões para empresas de aviação que operam no Brasil.

Os valores destinados fazem parte do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), administrado pelo MPor e serão destinados à Azul, Abaeté, Gol e Latam, que tiveram os pedidos de empréstimos aprovados pelo Comitê Gestor do FNAC (CGFNAC).

Para o ministro Tomé Franca, a medida vai fortalecer o setor tão essencial para integração do país. "A aviação civil é um setor fundamental para as pesssoas, uma necessidade pelo tamanho do nosso país, pelo número de cidades que precisam ser conectadas. Esse recurso é para que o setor aéreo possa se estruturar e para dar apoio aos passageiros mantendo a prestação dos serviços por quem realiza o transporte aéreo", destacou.

Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, ressaltou que a linha de crédito veio em momento oportuno para o setor. “Os recursos vão apoiar as empresas que desempenham papel importante para a economia, contribuindo para a continuidade das operações e da oferta de transporte aéreo à população, para a manutenção de empregos e para mitigação da redução na malha ou descontinuidade de rotas. São companhias que já foram fortemente impactadas pelos efeitos da pandemia e que agora enfrentam o aumento de custo no combustível de aviação devido à guerra no Oriente Médio”, destacou.

A medida faz parte da linha emergencial de crédito criada pela Resolução CMN nº 5.297/2026 e disponibiliza recursos do Fnac para financiamento de capital de giro das empresas aéreas. As operações poderão ter prazo de até 60 meses para pagamento, carência de até 12 meses e taxa de juros de 4% ao ano.

Linha de crédito estruturante de RS 5,6 bi

Além da linha emergencial, o Comitê Gestor aprovou o acesso aos recursos da linha de financiamento criada pela Resolução CMN nº 5.260/2025, , que disponibiliza R$ 5,56 bilhões para investimentos de longo prazo.

Os recursos poderão ser utilizados na aquisição de combustível sustentável de aviação (SAF) produzido no Brasil, contratação de serviços de manutenção de aeronaves e motores, pagamentos antecipados para compra de aeronaves, aquisição de novas aeronaves e investimentos em infraestrutura logística e equipamentos de apoio à aviação civil.

As condições financeiras variam de acordo com a finalidade do investimento. Operações destinadas à aquisição de SAF e à infraestrutura logística terão juros de 6,5% ao ano. Para manutenção de aeronaves e motores, a taxa será de 7% ao ano. Já os financiamentos para aquisição de aeronaves contarão com juros de 7,5% ao ano.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Categorias
Infraestrutura, Trânsito e Transportes
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