COMUNICAÇÃO

World News Day destaca papel da informação na promoção da cidadania das mulheres

Mobilização, realizada em 28 de setembro, evidencia a importância da apuração e da checagem dos fatos no jornalismo; guia do Ministério das Mulheres orienta a produção de conteúdos acessíveis e comprometidos com a igualdade de gênero

Publicado em 28/09/2026 16:54Modificado há 13 dias
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O Dia Mundial do Jornalismo, celebrado em 28 de setembro, chama a atenção para a relevância do trabalho que permite à população obter informações precisas, compreender os fatos e tomar decisões conscientes. Apurar e checar dados, ouvir diferentes fontes e explicar como acessar direitos e serviços são tarefas que associam o jornalismo ao exercício da cidadania e ao fortalecimento da democracia. A mobilização internacional é conhecida como World News Day.  

No serviço público, essa atuação envolve transformar informações sobre leis, políticas e serviços em conteúdos com linguagem clara e objetiva. Ao divulgar um direito, é preciso informar a quem ele se destina, quais são os requisitos, como acessá-lo e onde procurar atendimento. A comunicação pública também assume o compromisso de combater preconceitos e estereótipos na linguagem e nas imagens. 

As escolhas por trás da informação 

Para orientar essa prática, o Ministério das Mulheres lançou, em 6 de abril, o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. Voltada a profissionais de comunicação do setor público, a publicação de 50 páginas apresenta quatro eixos centrais da comunicação pública: transparência, acesso, interação e ouvidoria social.

O Guia demonstra como a seleção de palavras, imagens, fontes e dados — ações que fazem parte da rotina jornalística — pode reproduzir estigmas ou contribuir para superá-los.  A definição da pauta, as perguntas formuladas na apuração e a seleção de pessoas entrevistadas influenciam a maneira como um assunto é apresentado. Quando as mulheres são omitidas ou retratadas apenas em funções domésticas e de cuidados, por exemplo, a cobertura tende a perpetuar desigualdades históricas.  

Nesse contexto, o guia orienta a adoção de uma linguagem inclusiva, que reconheça as mulheres como titulares de direitos, além do uso de dados desagregados, com recortes de gênero e raça. Indicadores genéricos podem ocultar disparidades no acesso às políticas  públicas por parte de mulheres negras, indígenas, rurais, periféricas, idosas e com deficiência.  

Cobertura da violência exige cuidado 

Na abordagem da violência contra as mulheres, o rigor jornalístico é indispensável para evitar a revitimização. Os episódios devem ser tratados sob a ótica da saúde pública, da segurança e dos direitos humanos, priorizando a proteção da vítima e a responsabilização dos agressores.  

Isso exige tipificar corretamente a violência, afastar julgamentos morais sobre a vítima e resguardar dados que possam expô-la ou identificá-la. A cobertura deve, ainda, indicar os canais oficiais de acolhimento e proteção.   

Mais vozes, mais diversidade, mais cidadania 

A publicação recomenda ampliar a diversidade das fontes e das equipes. Ouvir mulheres com diferentes trajetórias e saberes enriquece a cobertura com perspectivas fundamentais. Além disso, a escuta ativa por meio de ouvidorias e mecanismos de participação ajuda a mapear as dúvidas e entraves no acesso aos serviços públicos.   

Ao reunir apuração cuidadosa, diversidade de vozes e informações úteis, o jornalismo municia a sociedade de ferramentas para o exercício pleno da cidadania e da participação democrática. 

Mobilização internacional 

Idealizado em 2018 pelo jornalista David Walmsle, editor-chefe do jornal canadense The Globe and Mail, o World News Day  reafirma o valor do jornalismo fundamentado em fatos, reunindo veículos, entidades e profissionais de mais de 100 países.  

>>Acesse o Guia de Comunicação Pública para Igualdade de Gênero. 

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Comunicações e Transparência Pública
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