MULHERES E SABERES

Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu celebra saberes, trabalho e preservação dos territórios

Data é celebrada em 24 de setembro nos estados de Tocantis, Maranhão, Pará e Piauí; homenagem ganha novo significado em 2026, após reconhecimento do ofício como manifestação da cultura nacional

Publicado em 24/09/2026 16:08Modificado há um mês
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Mulher segura um coco babaçu inteiro em uma mão e, na outra, o fruto aberto ao meio, mostrando a casca espessa e as amêndoas claras.
Foto: Ingrid Barros/Agência Brasil

O Dia Estadual das Quebradeiras de Coco Babaçu, celebrado em 24 de setembro, marca o reconhecimento das mulheres que mantêm vivos saberes tradicionais ligados ao extrativismo, à geração de renda e à preservação dos babaçus. No Maranhão, a comemoração foi instituída em pela Lei Estadual nº 9.428/2011; no Piauí, pela Lei nº 6.669/2015; em Tocantins, pela Lei nº 3508/2019; e no Pará, pela Lei nº 10.930/2025.        

Neste ano, a celebração ocorre pela primeira vez após a entrada em vigor da Lei nº 15.431, de 10 de junho, que reconheceu como manifestação cultural nacional o ofício das quebradeiras de coco babaçu nos referidos estados. O reconhecimento amplia a visibilidade de práticas e conhecimentos transmitidos entre gerações e associados à relação dessas mulheres com os territórios onde vivem e trabalham.  

A atuação das quebradeiras envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu, com aproveitamento de diferentes partes da palmeira e do fruto. A produção pode dar origem a óleo, alimentos, farinha, sabão, carvão, artesanato e outros produtos, contribuindo para a renda das famílias e para a economia das comunidades agroextrativistas.   

Sobre o babaçu  

Nativo do Brasil, o babaçu é também parte da relação dessas comunidades com a conservação ambiental. A atividade extrativista tradicional depende da manutenção das palmeiras e dos babaçuais em pé, associando a geração de renda à preservação dos recursos naturais e à continuidade dos modos de vida locais. Sua palmeira pode atingir 20 metros de altura e produz cachos com até 720 frutos.  

A floração ocorre principalmente entre janeiro e abril, durante o período chuvoso, e a frutificação, de agosto a dezembro, quando os cocos maduros caem naturalmente ao solo.  

Cada fruto é formado por epicarpo, mesocarpo rico em amido, endocarpo rígido e de duas a oito amêndoas. A palmeira começa a produzir entre 10 e 12 anos, alcança a maturidade produtiva entre 15 e 20 anos e tem vida média de cerca de 35 anos. 

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Meio Ambiente e Clima
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