Ministra Márcia Lopes completa um ano de gestão com foco em autonomia, cuidado e enfrentamento à violência de gênero
Entre lavanderias coletivas e o fortalecimento do Ligue 180, Pasta reafirma o diálogo com os territórios e o combate ao feminicídio com ampliação da rede de proteção às mulheres

Com a gestão da ministra Márcia Lopes, o Ministério das Mulheres já apresenta um robusto legado. Ao longo dos 365 dias como gestora, a ministra se pautou na tríade que sustenta a Pasta: política de cuidados, enfrentamento à violência e política institucional, com foco em ações temáticas e participação política.
Com visitas a todas as unidades da federação, além de eventos internacionais e reuniões bilaterais, a agenda do Mulheres priorizou a descentralização de serviços, o atendimento personalizado para cada realidade do território nacional e implementou soluções para garantir os direitos das brasileiras.
Valorização do cuidado
Ao longo do último ano, por meio do Plano Nacional de Cuidados – Brasil que Cuida, o foco do Ministério foi em políticas públicas que possibilitem a redução da sobrecarga da mulher. Por meio de entregas tangíveis, que transformam o cotidiano das mulheres, foram realizadas a construção e implementação de seis lavanderias coletivas, sendo a primeira inauguração em junho de 2025, em Caruaru/PE, e a primeira lavanderia coletiva agroecológica em abril de 2026, no Assentamento Mulungunzinho/RN.
Como parte do programa, foram inauguradas 10 cuidotecas em Institutos Federais, espaços de acolhimento para crianças que permitem às mães estudantes suporte para concluir sua formação educacional, fortalecendo sua autonomia econômica.
Enfrentamento à violência
Como pauta sensível e necessária, o enfrentamento à violência de gênero teve sua governança expandida. Como um programa do governo federal, que une os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, o combate ao feminicídio ganhou novos capítulos.
Desde fevereiro de 2026, por meio da iniciativa coordenada entre Executivo, Legislativo e Judiciário, o Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio prioriza fluxos de atendimento e a responsabilização de agressores com ações focadas não apenas na prevenção letal, mas também em campanhas de conscientização e ampliação de redes especializadas.
A resposta disso já é perceptível com o aumento dos atendimentos da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. No último ano, o serviço registrou três mil atendimentos diários, incluindo pedidos de informação sobre a rede de proteção, políticas e campanhas voltadas às mulheres, além de denúncias de violência. No primeiro trimestre de 2026, a Central registrou aumento de 23% nas denúncias de violência contra mulheres e 14% nos atendimentos.
Rede de acolhimento
No último ano, houve a inauguração de novas unidades das Casas da Mulher Brasileira e Centros de Referência da Mulher Brasileira (CRMB) em diversas regiões, garantindo atendimento humanizado e multidisciplinar.
Com forma de diálogo regionalizado, em dezembro de 2025, foi criada a Tenda Lilás, uma iniciativa itinerante que percorre os estados levando informação, acolhimento e sensibilização diretamente às comunidades, em eventos como o "Governo do Brasil na Rua" e a Caravana Federativa.
Ao longo da semana, confira as ações realizadas por cada Secretaria do Ministério das Mulheres, em um especial que marca um ano de trabalho, diálogo e compromisso com as mulheres.