Servidores da Funai participam de formação para qualificar respostas a incidentes

Publicado em 08/12/2025 15:09Modificado há 6 meses
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Servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) que atuam em atividades de proteção das terras indígenas participaram, entre os dias 2 e 5 de dezembro, de cursos em Sistema de Comando de Incidentes (SCI). Realizada no município de Iperó, em São Paulo, a formação teve como objetivo melhorar a coordenação entre diferentes instituições para garantir respostas mais efetivas a incidentes como incêndios florestais e outros.

A iniciativa faz parte do planejamento anual da Coordenação de Emergências Climáticas e Epizootias (Coece) do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pela coordenação dos cursos e disponibilização de vagas à Funai. A autarquia indigenista, que compôs tanto a turma de alunos, quanto a equipe de instrução, reforçou a importância das parcerias interinstitucionais nos processos de formação para fortalecer e qualificar a atuação dos órgãos públicos. 

O SCI é uma ferramenta de gestão de incidentes por meio da coordenação de procedimentos, pessoal, estruturas, equipamentos, comunicação e linguagem. A ferramenta é pautada por uma organização comum — entre instituições que atuam de forma unificada — definida antes da ocorrência de incidentes e também pode ser operacionalizado durante o acontecimento. 

Os cursos ofertados no Centro de Formação em Conservação da Biodiversidade (ACADEBio) do ICMBio são o SCI-200: Sistema de Comando de Incidentes Básico para Resposta Inicial e o SCI-300: Sistema de Comando de Incidentes Intermediário para Incidentes em Expansão. Participaram da formação servidores das cinco coordenações gerais que compõem a Diretoria de Proteção Territorial (DPT) da Funai e das coordenações regionais Xingu (MT) e Araguaia Tocantins (TO).

Ferramenta estratégica

Para a DPT, o SCI é estratégico e fundamental, sobretudo para servidores e servidoras que atuam em atividades relativas à prevenção e combate a incêndios florestais e nas operações de fiscalização territorial. É o que destaca a coordenadora de Capacitação e Pesquisa em Proteção Territorial, Ligia Rodrigues de Almeida. 

“A formação no SCI possibilita aos servidores e servidoras integrarem postos de comando relativos a essas atividades e assumirem funções referentes à sua organização modular — operações, planejamento, logística, administração, finanças e inteligência”, afirma. A coordenadora destaca ainda que “a ferramenta permite a realização do trabalho com maior eficiência em termos de emprego de pessoal e de utilização de recursos financeiros e materiais. Também contribui com a melhoria do fluxo de informações e execução de atividades, visto a clareza das cadeias de comando e comunicação.”

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