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Exposição no Museu Nacional da República traduz 20 anos de ciência e gestão florestal do Brasil
Foto: Ascom/MMA
O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) abriu nesta terça-feira (11), no Museu Nacional da República, em Brasília, a exposição “O Brasil das Florestas: 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro”. A mostra apresenta duas décadas de atuação do órgão e traduz, em linguagem visual, a trajetória de gestão, conservação e uso sustentável das florestas públicas federais.
Com curadoria do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), a exposição convida o público a perceber a floresta como matéria, memória e imaginação. O acervo reúne mapas, registros históricos, materiais da xiloteca do Serviço Florestal Brasileiro e obras de arte que aproximam o conhecimento técnico dos saberes de comunidades tradicionais e de trabalhadores do manejo florestal.
Durante a cerimônia de abertura, o diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Garo Batmanian, apresentou um balanço dos 20 anos do órgão. “Vinte anos de Serviço Florestal Brasileiro indicam que o País já tem as instituições, os dados e as práticas para sustentar uma economia florestal de longo prazo”, afirmou. Ele destacou que o Brasil tem hoje cerca de 1,6 milhão de hectares de florestas públicas sob concessão, com regras de manejo baseadas na ciência e voltadas à geração de trabalho e renda nas regiões florestais.
O manejo florestal comunitário foi apresentado como um dos pilares dessa trajetória. Batmanian lembrou que o Serviço Florestal Brasileiro apoia iniciativas em que comunidades extrativistas, povos tradicionais e trabalhadores da floresta realizam o manejo sustentável de madeira e de produtos não madeireiros. Esse modelo fortalece cadeias da bioeconomia e reduz a pressão pelo desmatamento ilegal, ao oferecer alternativas econômicas com a floresta em pé.
Um dos momentos marcantes da celebração foi o relato de Anizaldo Ferreira de Souza, mateiro da Floresta Nacional do Jamari, em Rondônia, que participa do manejo em área de concessão florestal. Ele contou como o modelo transformou sua trajetória profissional e familiar. “Antes, a gente vivia de bicos e não tinha segurança. Com a concessão, eu tenho carteira assinada, equipamento de proteção, treinamento e a certeza de que o trabalho que faço respeita a floresta. Isso mudou a minha vida e a da minha família”, relatou.
Em seu discurso, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, ressaltou o papel das instituições e das comunidades na consolidação da política florestal. “A diferença é feita quando se têm políticas públicas bem formuladas e instituições públicas bem desenhadas e adequadamente estruturadas. Os resultados que vemos hoje na agenda florestal brasileira são fruto de trabalho técnico contínuo e da participação das comunidades que manejam a floresta há gerações”, afirmou.
A cerimônia de abertura contou ainda com a presença do secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; do presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Rodrigo Agostinho; do presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Mauro Oliveira Pires; da secretária nacional de Mudança do Clima do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Ana Toni; e do primeiro diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo. Ex-diretores do Serviço Florestal Brasileiro também foram homenageados, ao lado de representantes de comunidades extrativistas, organizações da sociedade civil e instituições parceiras da agenda florestal.
Serviço
Exposição “O Brasil das Florestas: 20 anos do Serviço Florestal Brasileiro”
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Local: Museu Nacional da República Honestino Guimarães – Setor Cultural Sul, Lote 2, Esplanada dos Ministérios, Brasília (DF)
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Período: até 12 de abril de 2026
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Horário de visitação: de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30
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Entrada: gratuita
Texto: Serviço Florestal Brasileiro • Mais informações: ascom@florestal.gov.br • (61) 3247-9511