SFB premia estudos que apontam novos rumos para a recuperação florestal no Brasil

Cinco pesquisas inéditas voltadas à restauração dos biomas brasileiros foram reconhecidas na IX edição do Prêmio Serviço Florestal Brasileiro

Publicado em 10/12/2025 20:39Modificado há 4 meses
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Foto: Ascom SFB

O Serviço Florestal Brasileiro (SFB) realizou, nesta quarta-feira (10), a cerimônia de entrega do IX Prêmio Serviço Florestal Brasileiro em Estudos de Economia e Mercado Florestal, na sede da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília. Ao todo, foram concedidos R$ 115 mil em prêmios, além de troféus e certificados, para cinco pesquisas inéditas voltadas à recuperação florestal no Brasil. O evento foi transmitido ao vivo pelo canal do SFB no YouTube.

Na ocasião, o ministro substituto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressaltou a importância de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade brasileira para fortalecer o manejo florestal sustentável e impulsionar o desenvolvimento regional. “O Brasil precisa conhecer e divulgar a diversidade de espécies, porque o manejo florestal sustentável depende dessa diversidade. Quando a produção se concentra em uma única espécie, ela pode se exaurir e entrar em risco de ameaça. Estudos como os premiados ajudam a modernizar o setor e a transformar os recursos florestais em ativos para o desenvolvimento regional, com benefícios para a Amazônia, a Mata Atlântica e o Cerrado.”

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Garo Batmanian, destacou a importância de manter iniciativas de longo prazo e de fortalecer a agenda da restauração. “É uma maneira de incentivar a inovação e ideias que podem ajudar a tornar a restauração um tema com valor, para a biodiversidade, para o clima e para a economia”, disse. Batmanian também ressaltou o papel das parcerias institucionais para apoiar pesquisa e desenvolvimento e estimular soluções ecologicamente sustentáveis, socialmente justas e economicamente viáveis.

Parceiros destacam importância da agenda florestal

Representantes da CNI reforçaram que o desenvolvimento sustentável depende de ciência, manejo responsável e inovação. O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, ressaltou o valor social e ambiental das florestas e a importância de práticas responsáveis. “Todos sabem que floresta em pé é recurso, é bem social, é bem ambiental, é desenvolvimento. O manejo responsável é um bem também para a sociedade”, afirmou.

Já o superintendente de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI, Davi Bomtempo, destacou a relevância econômica e estratégica do setor florestal e o apoio da entidade à iniciativa. “Desde 2014, a CNI apoia esta iniciativa porque acredita que conhecimento e inovação são pilares do desenvolvimento sustentável. O setor florestal brasileiro é estratégico: gera empregos, movimenta a economia e contribui para a transição rumo a uma economia de baixo carbono, conciliando competitividade e conservação ambiental”, disse.

Em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a premiação promovida pelo SFB busca estimular a produção científica e reconhecer estudos com soluções aplicáveis à gestão e à recuperação dos biomas brasileiros. Nesta edição, o Prêmio recebeu 42 inscrições, distribuídas em seis eixos temáticos: concessões florestais; bioeconomia; silvicultura de espécies nativas; impactos do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões (SBCE); viabilidade econômica da recuperação de áreas degradadas; e instrumentos econômicos e financeiros, como CRA, PSA, crédito rural e sistema tributário.

 Conheça os vencedores

1º lugar

João Victor Miranda da Gama Oliveira e Alexandre Anders Brasil (Universidade de Brasília, UnB) 

Análise Econômica da Concessão Florestal da Floresta Nacional de Capão Bonito - SP

Primeiro colocado, o pesquisador florestal João Victor Miranda explicou que o estudo buscou suprir lacunas técnicas relacionadas à modelagem da concessão florestal da Floresta Nacional (Flona) de Capão Bonito, considerada inovadora por prever a conversão de plantios de pínus em vegetação nativa. “O estudo visa subsidiar a tomada de decisão do Serviço Florestal e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para a gestão da concessão, preencher lacunas interpretativas do plano de manejo, verificar a viabilidade do modelo e propor recomendações para torná-lo mais atrativo e economicamente sustentável”, afirmou.

 2º lugar 

Fátima de Souza Freire  – Universidade de de Brasília – UNB 
Francielle Rodrigues do Nascimento Voltarelli de Freitas – Universidade Estadual do Oeste do Paraná

Quanto Custa Restaurar o Cerrado? Uma Avaliação de Viabilidade e Impacto Climático

3º lugar 

Daniela Pauletto 
Estrutura e Funcionalidade de Sistemas Agroflorestais Comerciais na Amazônia Brasileira: Implicações para Políticas e Fomento  – Universidade Federal do Oeste do Pará – UFOPA 

 4º lugar 

Matheus Santos Luz 
Práticas Silviculturais Intensivas Influenciam Positivamente no Estoque de Carbono de Florestas de Restauração – accessibility-anchorUniversidade Federal de Lavras – UFLA 

5º lugar 

Pedro Medrado Krainovic 
Restauração florestal multifuncional da vegetação nativa como solução baseada na natureza: Onde e como integrar as agendas da restauração florestal e da bioeconomia? – Universidade de São Paulo - USP 

Menção Honrosa 

Fernanda Neves Lima 
Caracterização Genética e Fenotípica de Populações Naturais de Araucária Angustifólia (Bertol.) Kuntze em Fitofisionomias da Floresta Ombrófila Mista 
Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP/I 

Texto: Serviço Florestal Brasileiro • Mais informações: ascom@florestal.gov.br • (61) 3247-9511 

Categorias
Meio Ambiente e Clima
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