InfoCAPES: Edição 9 - Julho/2019

Publicado em 27/08/2020 00:52Modificado em 10/02/2023 10:37
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Julho 2019

ENTREVISTA: Anderson Correia, presidente da CAPES
“Qualidade, eficiência e produtividade são palavras-chave para a transformação que a educação brasileira precisa”

No dia 11 de julho, a CAPES completa 68 anos. Sob a sua responsabilidade está grande parte do financiamento, por meio de fomentos, bolsas e acesso a periódicos mundiais, e pelo credenciamento e avaliação do sistema de pós-graduação stricto sensu do País com quase 300 mil alunos em mais de 6,6 mil cursos de mestrado e doutorado. Soma-se a isso, a coordenação de um sistema de educação a distância e uma série de programas de formação de professores da educação básica. A CAPES mantém atualmente cerca de 200 mil bolsas na pós-graduação e na formação de professores da educação básica.

Ao mesmo tempo que completa mais um ano de existência, a CAPES chega aos primeiros seis de meses de uma nova gestão. “Esse período foi importante para definir prioridades e linhas de atuação, aprimorar programas e sistemas, melhorar os mecanismos de avaliação, revisar o modelo de fomento e reforçar a área internacional”, destaca Anderson Correia, presidente da CAPES.

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Na entrevista a seguir, ele fala do esforço para se combater a assimetria regional e da necessidade de inovar no mestrado e doutorado, de alinhá-los mais ao setor produtivo e de ampliar inserção internacional da pós-graduação. O financiamento e os critérios utilizados para cumprir o contingenciamento também foram explicados pelo presidente neste balanço de seis meses à frente da gestão da CAPES.

Anderson Correia ressalta ainda o papel central que a CAPES terá na formação de professores na política de melhoria da educação básica do governo. “A CAPES será o grande parceiro do MEC para a formação dos professores, cumprindo as metas do Plano Nacional de Educação de até 2024 termos já 50% dos professores com pós-graduação na área”. Para o presidente, qualidade, eficiência e produtividade são palavras-chave para a transformação que a educação brasileira precisa.

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2019 vai ser o primeiro ano do

PrInt

, de fato. Ano passado praticamente não houve dispêndio do PrInt. Os primeiros bolsistas irão ao exterior este ano e também vão vir alguns estrangeiros para o País. A partir de setembro, vamos enviar os primeiros bolsistas. O PrInt será um grande projeto de aproximação das universidades brasileiras com as estrangeiras, mas de uma forma diferente. Os outros programas trabalharam muito com a mobilidade, basicamente. Este programa é a mobilidade associada a um projeto estratégico de cooperação internacional. Os alunos vão com os endereços certos no projeto, previamente aprovado pela CAPES, e naquelas instituições com melhor renome internacional. Acredito que o PrInt será um grande elemento, inicialmente com 36 universidades brasileiras, mas possivelmente numa segunda chamada, incorporando um número maior ainda de instituições, além dos outros projetos internacionais que a CAPES possui. São cerca de 60 projetos de cooperação internacional. Todos eles buscando esse mesmo mecanismo: não a mera mobilidade, mas a mobilidade com um propósito de uma inserção internacional.

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