Prêmio CAPES de Tese

Pesquisas sobre Alzheimer, inteligência artificial e relevo rochoso vencem o Grande Prêmio CAPES de Tese 2026

Três pesquisadores de universidades federais recebem o reconhecimento da CAPES por teses que abordam diferentes áreas do conhecimento

Publicado em 30/10/2026 11:59Modificado há um dia
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Prêmio Capes de Tese

Como o cérebro humano é afetado pela doença de Alzheimer? De que forma a inteligência artificial pode melhorar sistemas de refrigeração magnética? E como avaliar o patrimônio geomorfológico formado por rochas? Essas são as questões que estão no centro das três teses vencedoras do Grande Prêmio CAPES de Tese – Edição 2026.

Os trabalhos premiados são de João Pedro Ferrari Souza, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Guilherme Fidelis Peixer, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC); e Larissa Silva Queiroz, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O resultado do Grande Prêmio CAPES de Tese 2026 foi divulgado por meio do Edital nº 14/2026. A premiação reconhece teses de doutorado em diferentes áreas do conhecimento, destacando pesquisas desenvolvidas na pós-graduação brasileira.

João Pedro

Na categoria Sonia Machado de Campos Dietrich, que abrange Ciências Biológicas, Ciências da Saúde e Ciências Agrárias, João Pedro Ferrari Souza foi reconhecido pela tese Contribuição glial, genética e vascular para fisiopatologia da doença de Alzheimer no cérebro humano. O estudo foi desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Ciências Biológicas (Bioquímica) da UFRGS, na área de avaliação Ciências Biológicas II, sob orientação de Eduardo Rigon Zimmer e coorientação de Tharick Ali Pascoal.

Para João Pedro, o reconhecimento destaca a qualidade da ciência produzida no Brasil, a competência dos programas de pós-graduação e o trabalho coletivo que sustenta a pesquisa científica. “Foram anos de muito esforço envolvido nos trabalhos que resultaram nesta tese”, comenta. “A minha tese de doutorado busca entender melhor os diversos fatores envolvidos na progressão da doença de Alzheimer, uma condição supercomplexa que afeta a vida de milhões de pessoas ao redor do mundo”, explica.

A IA como aliada da refrigeração

Guilherme

Na categoria Maria Laura Mouzinho Leite Lopes, voltada às áreas de Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e Multidisciplinar, o vencedor é Guilherme Fidelis Peixer, com a tese Optimization of the performance of magnetic refrigeration systems using artificial intelligence. O trabalho investiga a otimização do desempenho de sistemas de refrigeração magnética com o uso de inteligência artificial. A pesquisa foi realizada no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica da UFSC, na área de avaliação Engenharias III, com orientação de Jader Riso Barbosa Junior e coorientação de Jaime A. Lozano Cadena.

“O prêmio valoriza a articulação entre empresas, agências de fomento e mecanismos de inovação, que permitiu transformar ciência em tecnologia aplicada. Ele também reconhece o trabalho em equipe e os muitos anos de pesquisa anterior em refrigeração magnética no POLO, na UFSC, com protótipos, modelos e conhecimento acumulados por diversas gerações de pesquisadores, sobre os quais esta tese foi construída”, agradece Peixer. “Vejo o impacto desta pesquisa principalmente na descarbonização, um dos maiores desafios da humanidade. As ferramentas de inteligência artificial desenvolvidas na tese aceleram esse processo e já estão sendo aplicadas a outros sistemas voltados à descarbonização e à transição energética”, destaca.

O valor científico e cultural das formas do relevo

Larissa

Já na categoria Maria Beatriz do Nascimento, que reúne Ciências Humanas, Linguística, Letras, Artes e Ciências Sociais Aplicadas, Larissa Silva Queiroz foi premiada pela tese Método para avaliação do Patrimônio Geomorfológico de geoformas em rochas. Desenvolvido no Programa de Pós-Graduação em Geografia da UFRN, na área de avaliação Geografia, o trabalho teve orientação de Marco Tulio Mendonca Diniz e coorientação de Jacimaria Fonseca de Medeiros.

“É o reconhecimento de mais de 10 anos dedicados à pesquisa, à Geografia e à educação. Também é o conhecimento para Geografia brasileira e para a ciência que produzimos nas instituições de ensino no Nordeste”, felicita a jovem pesquisadora. “Na prática, além da contribuição metodológica, a pesquisa identifica os locais potenciais para visitação e geoturismo, pode orientar ações de geoconservação, como a elaboração de roteiros geoturísticos e subsidiar a criação de materiais interpretativos que expliquem a origem dessas formas junto ao seu significado cultural”, resume.

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Educação e Pesquisa
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