Comitê da CAPES participa de debates sobre gênero e equidade
Na UnB, lideranças estudantis e representantes governamentais e da sociedade civil apresentaram políticas públicas e programas de inclusão
Com o tema “Das Universidades às Ruas: Feminismo para Transformar o Mundo e a Vida de todas as Mulheres”, o evento reuniu participantes de todas as regiões do país para debater produção científica feminista, permanência estudantil, enfrentamento à violência de gênero, saúde mental, política de cotas e participação das mulheres nos espaços de poder. Foi nesse cenário que a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) marcou presença por meio de seu Comitê Permanente de para Equidade de Gênero e suas Interseccionalidades, entre os dias 12 e 14 de junho, nos encontros nacionais de mulheres estudantes e pós-graduandas, realizados na Universidade de Brasília (UnB).
Diálogo na abertura
Na sexta-feira (12), durante a mesa de abertura do XII Encontro de Mulheres Estudantes da União Nacional dos Estudantes (UNE) e do V Encontro de Mulheres Pós-Graduandas da Associação Nacional dos Pós-Graduandos (ANPG), as integrantes do Comitê, Joyce Alves e Anaildes Campos Sena, reforçaram a importância da discussão da igualdade de gênero para a formação de políticas públicas.
Joyce Alves, que também é Pró-Reitora de Assuntos Estudantis da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), apresentou o comitê, destacando a relevância das ações afirmativas, da diversidade para as mulheres na pós-graduação. Ela também citou o Programa Aurora, iniciativa recentemente implementada pela CAPES/MEC, com contribuição do colegiado. A integrante do grupo acrescentou que é preciso incluir todas as mulheres no debate. “As negras, as indígenas, as trans, as ribeirinhas, as com deficiência. Todas precisam estar integradas e na luta pela qualidade da educação e pela nossa dignidade”, declarou.
Também presente na mesa de abertura, a dirigente sindical Anaildes Campos Sena contou que o comitê trabalha com vários regulamentos para enfrentar a violência de gênero em diversas áreas, inclusive a que afeta pessoas com deficiência, apoiando meninas, jovens e mulheres que estão hoje na graduação e na pós-graduação.
“É a violência que a gente sofre quando somos impedidas de ser doutoras por termos uma deficiência; as pessoas acham que a gente não precisa de uma política de empoderamento”, afirmou. Anaildes também enfatizou que a fundação realiza um papel fundamental no debate dos direitos das mulheres dentro da comunidade acadêmica. “E esse momento onde temos a União Nacional dos Estudantes, a Associação Nacional de Pós-Graduação e CAPES é muito importante para mostrarmos que houve uma geração que sofreu muitas violências e que agora faz política pública para esta juventude que está chegando”, disse.
A mesa de abertura também contou com a presença da secretária-executiva do Ministério das Mulheres, Eutália Barbosa; a reitora da UnB, Rozana Neves; a diretora de Mulheres da ANPG, Renata Sapucaí; a presidenta da UNE, Bianca Borges; e a vice-presidenta da ANPG, Amanda Mendes.
Políticas de parentalidade
No sábado (13), a integrante do comitê e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), integrante do Movimento Parent in Science, Letícia de Oliveira, participou da mesa “Políticas de Parentalidade e a Permanência para as Pós-Graduandas”, que debateu o impacto da maternidade na carreira das cientistas. “São políticas para apoiar justamente as mães nessa fase tão importante de suas vidas, sem prejuízo para a dedicação aos seus estudos e à sua carreira”, comentou Letícia.
A CAPES/MEC também levou um estande para o evento, onde pôde interagir com as estudantes e explicar os programas de apoio voltados para as mulheres. A responsável pelo espaço foi a coordenadora-geral de Apoio a Órgãos Colegiados da CAPES/MEC, Jaqueline Schultz, que pontuou a importância do local para a divulgação das ações da fundação.
“Estar aqui com esse estande nos permite estreitar o diálogo direto com as estudantes, ouvindo suas demandas e apresentando as ferramentas que a CAPES dispõe para garantir que elas entrem e permaneçam na pós-graduação”, ressaltou.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é uma fundação vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
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