CAPES e UNESP debatem desafios e perspectivas da pós-graduação brasileira
Encontro reuniu gestores acadêmicos para refletir sobre avaliação, formação de pesquisadores, inovação e internacionalização no ensino superior.

Os resultados da mais recente avaliação da CAPES estiveram entre os temas de encontro promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação (PROPG) da Universidade Estadual Paulista (UNESP) realizado entre os dias 16 e 17 de junho. O evento, intitulado “Desafios da Pós-Graduação: Pensar o futuro, planejar o presente”, aconteceu no Auditório do Conselho Universitário da instituição. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES/MEC) é representada pelo Diretor de Programas e Bolsas no País, Luiz Antonio Pessan.
Gestores e coordenadores de programas de pós-graduação se reuniram para analisar o desempenho institucional e discutir estratégias para o próximo ciclo de desenvolvimento da pós-graduação, considerado um dos pilares da produção científica da universidade. Também refletiram sobre os desafios e diretrizes para o futuro da pós-graduação.
Na programação pautas sobre qualidade acadêmica, internacionalização, inovação, formação de pesquisadores e os desafios impostos pelo cenário contemporâneo da ciência e da educação superior no Brasil. Durante a mesa de abertura, o professor Luiz Pessan reafirmou o compromisso com o diálogo e a transparência, destacando que a escuta qualificada é essencial para o fortalecimento das políticas e ações da instituição, que este ano celebra 75 anos.
“Contem sempre com a CAPES por meio de todas as diretorias para tratar qualquer questão, não quer dizer que vamos atender todos os questionamentos e demandas, mas é importante que a gente conheça e tenha esse diálogo”, saudou. “É importante ouvir sugestões”, reforçou.
Na sequência, o Diretor de Programas e Bolsas no País participou da primeira mesa redonda do encontro abordando as políticas da Capes para avaliação, financiamento e as perspectivas futuras da Pós-Graduação. Por meio de dados, o gestor destacou o papel e missão da CAPES na expansão e consolidação da pós-graduação no Brasil, além da formação de professores da educação básica.
O gestor também destacou a evolução do Sistema Nacional de Pós-Graduação e os desafios no Plano Nacional de Educação (PNE), ferramenta que estabelece metas para a CAPES.
“Está ligado ao desenvolvimento do País, desenvolvimento científico-tecnológico, a formação de mestres e doutores, então temos pela frente enormes desafios, com certeza vocês já pensaram e vão discutir sobre isso”, destacou. “No PNE, temos um desafio enorme que é formar, até 2036, 60 mestres por 100 mil habitantes e 20 doutores por 100 mil habitantes”, antecipou.
Coordenadora-Geral da Diretoria de Relações Internacionais da CAPES, Idê Talhavini representou a instituição explanando sobre a internacionalização da Pós-Graduação. Durante o painel, a gestora falou sobre as tendências Internacionais da Ciência e do Programa Graduação, a retomada de cooperação Sul-Sul - parcerias no âmbito social realizada com países da América Latina, África e Ásia, além do BRICS - quais os Programas Institucionais e tipos de financiamento e prioridades estratégicas da DRI-CAPES.
“Precisamos ter uma visão de futuro, o Brasil precisa parar de ser receptor e ser construtor de agendas globais e o Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) é o grande ator nesta construção, a gente precisa que os programas de Pós-Graduação formem doutores e mestres que atuem no setor produtivo”, defendeu.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação ASCOM/CAPES)
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