Concessão do Lote 3 terá investimentos de R$ 15,9 bilhões para desafogar trânsito em uma das regiões mais populosas do Paraná
Conjunto de rodovias, que faz ligação entre 22 cidades até o Porto de Paranaguá, vai a leilão nesta quinta-feira (12)

Essas duas rodovias integram o conjunto de estradas do Lote 3 do Paraná, que vai a leilão nesta quinta-feira, 12. O certame, promovido pelo Ministério dos Transportes, busca assegurar recursos para obras de adequação de fluxo e manutenção da rodovia. O projeto prevê aportes de R$ 15,9 bilhões pela concessionária vencedora. Entre as melhorias previstas estão a construção de quatro contornos viários, sendo dois deles em Ponta Grossa.

O diretor do Departamento Municipal de Engenharia de Tráfego do município, Juarez Alves, explica a necessidade das adequações. “Um dos maiores entroncamentos que temos aqui é a BR-373, que recebe o nome de Avenida Souza Naves, e a BR- 376, que desce para Curitiba e aqui é chamada de Avenida Presidente Kennedy. Elas atravessam nossos trechos urbanos e têm um fluxo intenso de caminhões, tanto vindos da região de São Paulo e oeste do Paraná e que aqui se conectam para irem à região do porto [de Paranaguá], Curitiba e demais localidades para escoar a produção”.
A malha norte paranaense, onde está o Lote 3, é marcada por uma alta densidade populacional e um intenso fluxo de caminhões pesados decorrentes da atividade industrial. Com 569,75 quilômetros, o trecho que vai à concessão se inicia em Ponta Grossa, um dos principais entroncamentos rodoferroviários do Brasil e detentor do quinto maior Produto Interno Bruto (PIB) industrial do estado, seguindo até Londrina, o maior município do interior do Paraná, com 555.937 habitantes.
“Quando criança, a gente sempre sonha em ver a cidade natal da gente crescer. Mas chega num ponto em que, se ela não cresce ordenadamente, fica difícil, principalmente o trânsito”, lamentou Rubens Scoss.
Junto a Rubens e tantos outros moradores das cidades atravessadas pelo Lote 3, a economia também fica presa no trânsito. “Caminhão parado é dinheiro perdido. Não importa onde ele esteja”, resumiu o industrial Rafael Rickli, que atua no setor de borrachas.
Industrialização
O Paraná tem o quarto maior PIB Industrial do Brasil quando se consideram todas as atividades do setor, incluindo a indústria extrativa, e o terceiro quando considerada somente a indústria de transformação. Os dados são da Federação das Indústrias do estado (Fiep), que também indicou a região de Campos Gerais, onde está Ponta Grossa, a mais efervescente.

“Este Lote 3 vai se interligar com outros já leiloados e chegará ao Porto de Paranaguá, que é o segundo maior porto Brasil, é o primeiro em grãos, e faz a interligação de todo o Sul do Brasil. Então é um conjunto de rodovias fundamental”, explicou o presidente do Sistema Fetranspar, Coronel Sérgio Malucelli. “A partir do momento que você tem uma mobilidade melhor, você atrai investimentos para aquelas cidades por onde essas estradas estão passando. Neste percurso temos ainda Londrina, que é a segunda cidade do estado e vários outros municípios como Ortigueira, onde está uma das maiores empresas de celulose do mundo. Veja a importância”, completou.
Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes