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MPI e IFSertão-PE lançam projeto para fortalecer sociobioeconomia indígena no Nordeste
- Foto: ASCOM MPI
O Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE) realizaram, na terça-feira (4), a assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED) no valor de R$ 9.392.700. O projeto visa fomentar a sociobioeconomia de cinco povos indígenas do Nordeste por meio de capacitação e aquisição de insumos. As primeiras assinaturas ocorreram nas Terras Indígenas Truká, em Cabrobó (PE), e Tuxá, em Rodelas (BA).
Durante a manhã, na Terra Indígena Truká, localizada na Ilha da Assunção, o secretário-executivo do MPI, Eloy Terena, e a pró-reitora de Extensão e Cultura do IFSertãoPE, Adeisa Carvalho, representando o reitor Jean Carlos Coelho de Alencar, formalizaram simbolicamente a parceria. À tarde, a cerimônia foi repetida no território tradicional Tuxá.
O projeto atenderá os povos Truká e Xukuru (Pernambuco), Tuxá (Bahia), Tingui-Botó (Alagoas) e Atikum (Pernambuco). Para os Atikum, está prevista a construção de uma central de beneficiamento de mel. Para os demais, a iniciativa se estrutura em dois eixos: capacitação e fomento produtivo.
O IFSertãoPE oferecerá cursos de 160 horas, com temas definidos por cada comunidade, abordando áreas como apicultura, piscicultura, fruticultura, avicultura e associativismo. Serão atendidos 200 alunos, que receberão auxílio financeiro durante os seis meses de formação.
Além da capacitação, as comunidades poderão adquirir insumos e equipamentos para ampliar a produção já existente, como maquinário agrícola de pequeno e médio porte e equipamentos para beneficiamento de produtos da sociobioeconomia indígena.
A previsão é que o lançamento do projeto nos territórios Tingui-Botó e Xukuru do Ororubá ocorra ainda em fevereiro. O objetivo da iniciativa é aprimorar atividades produtivas já desenvolvidas nas aldeias, fortalecendo a autonomia econômica e a sustentabilidade dos povos indígenas envolvidos.