INSA têm dois projetos aprovados na Imersão Científica do Programa Futuras Cientistas 2027

Publicado em 02/09/2026 10:03Modificado há 11 dias
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Banner ilustrativo com manchete do resultado

O Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) terá dois projetos na edição 2027 do Programa Futuras Cientistas, do Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O resultado final da seleção foi divulgado nesta terça-feira (01), confirmando o resultado preliminar publicado em 26 de agosto.

Realizado todos os anos em quatro frentes — Imersão Científica, Banca de Estudos, Mentoria e Estágios —, o Futuras Cientistas aproxima estudantes e professoras do Ensino Médio da rede pública das áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática, as chamadas áreas STEM, como forma de estimular a presença de mulheres nessas carreiras. As duas propostas do INSA foram inscritas na frente de Imersão Científica, primeiro módulo do programa, que, segundo o edital da chamada, “constitui seu primeiro módulo e proporciona às participantes experiências práticas e formativas em ambientes de pesquisa, sob orientação de equipes vinculadas às instituições parceiras”.

As atividades acontecem entre 04 e 29 de janeiro de 2027 e reúnem estudantes e professoras do Ensino Médio da rede pública estadual, que vão participar diretamente das duas imersões propostas pelo instituto.

O primeiro projeto aprovado, “Conheça SARA: o futuro da água, da energia e dos alimentos tem nome de mulher”, propõe uma imersão interdisciplinar a partir da tecnologia social Saneamento Ambiental e Reuso de Água (SARA), desenvolvida no INSA para tratar e reaproveitar água em comunidades do Semiárido, contribuindo para o saneamento descentralizado e a segurança hídrica.

Ao longo do mês, as participantes vão visitar sistemas SARA já instalados, coletar e analisar em laboratório amostras da água reaproveitada e conversar diretamente com pesquisadoras da área. A proposta também inclui um exercício simplificado de dimensionamento de um sistema de energia solar, relacionando água, energia e produção de alimentos, além de entrevistas com mulheres das próprias famílias das estudantes sobre segurança alimentar e agroecologia. Como fechamento, as participantes vão produzir, em conjunto, materiais de divulgação científica sobre tudo o que aprenderam.

A equipe é formada por pesquisadoras do INSA das áreas de Recursos Hídricos, Produção Vegetal, Energia e Popularização da Ciência.

O segundo projeto, “Meu Território, Meu Laboratório: Formação de futuras cientistas por meio da investigação dos sistemas agroalimentares do Bairro Lucas em Campina Grande, PB”, propõe que as próprias estudantes investiguem a produção de alimentos na comunidade rural que fica no entorno do INSA.

Na prática, as participantes vão entrevistar famílias agricultoras do Bairro Lucas sobre agricultura familiar, diversidade de cultivos, comercialização, hábitos alimentares e segurança alimentar, hídrica e nutricional. Os dados coletados em campo serão organizados e analisados em laboratório pelas próprias estudantes, que vão transformar os resultados em uma exposição científica aberta à comunidade escolar e aos moradores do bairro.

Os dois projetos têm em comum a proposta de aproximar a ciência da vida cotidiana das participantes, seja pela tecnologia de reuso de água desenvolvida no INSA, seja pela investigação da própria comunidade em que vivem. Para o INSA, a participação no Futuras Cientistas reforça o compromisso com a popularização da ciência e com a formação de novas gerações de pesquisadoras no semiárido brasileiro.

Confira o resultado clicando aqui.

Texto: Amanda Diniz

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Ciência e Tecnologia
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