INSA recebe visita técnica para diálogo entre ciência e saúde no semiárido

Publicado em 28/08/2026 11:51
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Visitantes reunidos no toten do INSA

Uma comitiva de 64 pessoas esteve no Instituto Nacional do Semiárido (INSA/MCTI) nesta quarta-feira (26) para a primeira visita técnica do Grupo de Apoio ao Trabalho 4 (GAT4), ligado ao programa PET-Saúde: Clima. O grupo reuniu estudantes e profissionais de cursos como Fisioterapia, Enfermagem, Odontologia, Psicologia, Geografia, Farmácia e Serviço Social, dentro de um projeto que junta a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) e a Secretaria Municipal de Saúde de Campina Grande em torno da justiça climática.

Onze pesquisadores do INSA, de áreas como Desertificação e Agroecologia, Biodiversidade, Recursos Hídricos, Produção Vegetal e Ciência e Tecnologia de Alimentos, abriram a visita com uma conversa sobre como o clima do semiárido interfere diretamente na saúde da população local. Temas como escassez de água, calor extremo e insegurança alimentar entraram na roda como pontos de contato entre a pesquisa científica e o trabalho cotidiano do Sistema Único de Saúde (SUS) na região.

Em seguida, os visitantes caminharam pelas instalações do INSA e viram de perto algumas das tecnologias sociais criadas pelo instituto para ajudar comunidades rurais a conviver com a seca. Foi uma oportunidade de sair da teoria e enxergar, na prática, soluções que já circulam entre famílias do campo, o tipo de contato direto que ajuda estudantes de saúde a entender por que clima e território pesam tanto no cuidado com as pessoas.

Antes de encerrar o dia, o grupo parou no Cactário Guimarães Duque para um plantio simbólico de uma muda nativa. O momento foi seguido pela declamação, de memória, de um poema de Patativa do Assaré por uma estudante que participava da visita. Por alguns minutos, ciência e cordel dividiram o mesmo espaço, como se um lembrasse ao outro que entender o semiárido também passa por ouvir quem vive nele.

A ideia é que esse primeiro contato abra caminho para um encontro maior, reunindo outros grupos do PET-Saúde: Clima. Do lado do INSA, a expectativa é simples: manter essa ponte entre pesquisa e saúde pública aberta, num diálogo que ainda deve render outras trocas entre o instituto, a universidade e os serviços de saúde do município.

Texto: Amanda Diniz

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Ciência e Tecnologia
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