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Parceria entre Funai e IFG fomenta iniciativas tecnológicas e valoriza a cultura indígena do povo Iny Mahãdu-Karajá em Goiás
Para fomentar iniciativas de tecnologia e valorizar a cultura indígena do povo Iny Mahãdu-Karajá, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) promoveu junto com o Instituto Federal de Goiás (IFG), do Campus Inhumas, uma visita técnica na aldeia Buridina, no território indígena Karajá de Aruanã I, em Goiás. A atividade foi realizada no dia 27 de janeiro, organizado pela equipe técnica da Unidade Técnica Local em Goiânia (UTL-GYN) e pelo curso de Engenharia de Software do Instituto.
A iniciativa promoveu diálogos sobre desenvolvimento tecnológico com foco social, cultural e educacional, com atividades realizadas na Escola Estadual Indígena Maurehi. Na ocasião, a comunidade Iny Mahãdu-Karajá e os técnicos da UTL-GYN/Funai contextualizaram sobre a organização social indígena e a cultura dos povos indígenas.
Durante o encontro foram discutidas ainda possibilidades de cooperação técnica entre o IFG e a comunidade indígena. Entre as propostas apresentadas estão a criação de um site para a Associação Indígena das Aldeias Buridina e Bdè Burè (AABB), destinado à divulgação de iniciativas de geração de renda e à valorização da cultura indígena, além do desenvolvimento de um sistema de identificação para indígenas associados.
Outro tema discutido foi o uso da tecnologia no fortalecimento da educação indígena. Professores e lideranças destacaram a importância de desenvolver uma ferramenta digital voltada ao ensino da língua Iny Rubè, nos moldes de plataformas interativas de aprendizagem. A iniciativa busca apoiar o Projeto de Revitalização da Língua Materna e fortalecer o ensino bilíngue na escola indígena.
“A Funai acompanha e apoia iniciativas de valorização e revitalização linguística em diferentes territórios indígenas, reconhecendo a língua como elemento central da identidade e da transmissão cultural dos povos indígenas. O acompanhamento técnico busca evitar abordagens descontextualizadas, assegurar a escuta qualificada e promover o uso da tecnologia como ferramenta de fortalecimento cultural, geração de renda sustentável e autonomia comunitária”, disse o chefe da UTL-GYN, Haroldo Resende.
O chefe da UTL, acrescentou que ao mediar parcerias com instituições externas, a autarquia indigenista busca garantir que as propostas estejam alinhadas às demandas das comunidades e contribuam para o fortalecimento cultural, a autonomia e a geração de oportunidades nos territórios indígenas.
Coordenação de Comunicação Social/Funai.