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Na Bahia, sistema de irrigação com energia solar fortalece produção agrícola em comunidade indígena Tupinambá
A instalação de um sistema de irrigação com uso de energia solar na Aldeia Patiburi, do povo Tupinambá, localizada no município de Belmonte (BA), foi realizada com a participação da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e de instituições parceiras. Realizada em abril, a instalação teve como objetivo fortalecer a produção agrícola e promover o etnodesenvolvimento da comunidade indígena Tupinambá.
A iniciativa foi desenvolvida a partir de demandas da própria comunidade, com execução da Prefeitura de Belmonte e de empresas privadas, além de assessoria técnica da Superintendência Baiana de Assistência Técnica e Extensão Rural (Bahiater) e da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab). A Funai, por meio da Coordenação Regional Sul da Bahia e da Unidade Técnica Local (UTL) de Eunápolis, atuou no acompanhamento da ação no território e prestou apoio logístico, especialmente no transporte dos materiais necessários para a implantação do sistema.
A ação beneficia diretamente cerca de 36 famílias da aldeia, o que corresponde a aproximadamente 180 pessoas. O sistema de irrigação amplia as condições de plantio e cultivo, o que contribui para o aumento da produção de alimentos, o fortalecimento da segurança alimentar e a geração de renda para a comunidade.
Além de melhorar as condições produtivas, a iniciativa incorpora o uso de energia limpa, com a instalação de painéis solares, o que torna o sistema mais sustentável e adequado à realidade do território indígena. A ação também fortalece a autonomia das famílias e promove alternativas econômicas alinhadas aos modos de vida da comunidade.
Para o chefe da UTL de Eunápolis, Jailton Gerino Maciel, a iniciativa demonstra a importância da articulação institucional.
“A implantação desse sistema de irrigação fortalece a agricultura na aldeia, permitindo que as famílias possam garantir o próprio sustento, alimentar a comunidade e comercializar o excedente, possibilitando a aquisição de produtos que não são produzidos localmente”, destacou.
A cacica da aldeia, Kátia Tupinambá, também ressaltou os impactos positivos do projeto. “Agora, nós temos um cacau, uma banana irrigados sem custo, com energia limpa. É uma grande melhoria para a nossa comunidade, e queremos dar continuidade ao projeto, expandindo cada vez mais”, afirmou.
A iniciativa evidencia o papel das parcerias institucionais na promoção de ações sustentáveis nos territórios indígenas, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida, o fortalecimento da autonomia produtiva e a valorização das práticas tradicionais.
Coordenação de Comunicação Social/Funai.