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Funai, Ibama e Polícia Civil realizam fiscalização contra exploração ilegal de madeira no Território Indígena do Xingu
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) participou, entre os dias 4 e 8 de maio, da Operação Xapiri-Xingu, coordenada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), com foco no combate à exploração ilegal de madeira na região oeste do Território Indígena do Xingu (TIX), em Mato Grosso. A ação também contou com a participação da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE) da Polícia Civil de Mato Grosso (PJC-MT).
A operação teve como alvo áreas com maior incidência de alertas de degradação ambiental relacionados ao corte seletivo de madeira. As regiões fiscalizadas já haviam sido apontadas em denúncias encaminhadas à Funai por organizações indígenas.
Durante a ação, as equipes constataram intensa movimentação de caminhões e tratores, além da existência de esplanadas utilizadas para o armazenamento de toras de madeira prontas para transporte ilegal.
Na operação, foram apreendidos e inutilizados equipamentos e maquinários utilizados na extração e no transporte ilegal de madeira.
O território
O Território Indígena do Xingu (TIX), localizado no estado de Mato Grosso, é formado pelo Parque Indígena do Xingu, demarcado em 1961, e pelas terras indígenas Wawi, Batovi e Pequizal do Naruvôtu, reconhecidas posteriormente.
A área total do território abrange cerca de 2,6 milhões de hectares e é habitada por 16 povos indígenas: Awetí, Ikpeng, Kalapalo, Kamaiurá, Kawaiwete, Kisêdjê, Kuikuro, Matipu, Mehinako, Nahukuá, Naruvotu, Tapayuna, Trumai, Waurá, Yawalapiti e Yudja.
Coordenação de Comunicação Social/Funai