Meio ambiente

Funai enfatiza a importância dos povos indígenas e da demarcação territorial para a proteção do meio ambiente durante evento internacional no Rio de Janeiro

Em debate internacional, a Funai ressaltou a relação entre demarcação de terras indígenas, proteção dos biomas e enfrentamento da crise climática

Publicado em 08/06/2026 11:53
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No Rio de Janeiro (RJ), no dia mundial do Meio Ambiente, 5 de junho, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) reforçou a importância dos povos indígenas e da demarcação territorial para o enfrentamento às mudanças climáticas, durante o evento internacional Rio Nature & Climate Week (RNCW) (Semana do Clima e da Natureza). O evento foi realizado paralelamente ao Global Citizen.

Na mesa “Avanços da Política de Proteção dos Territórios Indígenas no Brasil” representou a Funai, a presidenta Lucia Alberta Baré, juntamente com o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, o secretário executivo, Marcos Kaingang, e com mediação da secretária executiva adjunta do Ministério dos Povos Indígenas, Lara Taroco.

“Um evento estratégico, no dia mundial do Meio Ambiente. Um espaço onde mostramos todo o trabalho de entregas da Funai para a proteção do meio ambiente e ressaltamos que os povos indígenas têm uma contribuição gigantesca nesse processo em todos os biomas brasileiros”, pontuou a presidenta Lucia Alberta Baré. 

Na ocasião, a presidenta ainda lembrou das diversas entregas de demarcações das terras indígenas, como 20 homologações, 21  portarias declaratórias, 18 aprovações de Relatórios Circunstanciados de Declaração e Identificação (Rcid), 31 Reservas Indígenas criadas, e mais de 150 Grupos de Trabalhos (GTs) em campo para garantir o direito à demarcação territorial. 

“Se temos territórios demarcados, além de proteção e gestão dessas terras pelos povos indígenas, nós teremos um meio ambiente ecologicamente equilibrado”, frisou.

O diretor de Demarcação Territorial, Marcos Prado, afirmou que as demarcações das terras são essenciais para frear as problemáticas do clima. “Nessa gestão conseguimos fazer as entregas nos processos de demarcações, graças a diversas parcerias, que ampliam nossas capacidades institucionais”, disse.

A diretora do Museu Nacional dos Povos Indígenas (MNPI), Juliana Tupinambá, explicou que a resposta para o enfrentamento às mudanças climáticas está nos povos indígenas e suas terras. “O olhar e as ações dos povos indígenas para a mãe natureza não é um olhar comercial e sim um olhar da ancestralidade, da memória e da história dos povos indígenas. Falar de território, falar de clima, é também falar de cultura e dos povos indígenas”. 

O ministro Eloy Terena enfatizou que a atual gestão marca a transição de um modelo de tutela para um de efetiva autodeterminação. Ele destacou que a legitimidade da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB) em acessar o Supremo Tribunal Federal (STF) por meio da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 709 foi um marco histórico, embora ainda enfrentasse resistências ideológicas.

RNCW

A primeira edição do  Rio Nature & Climate Week 2026 aconteceu entre os dias 01 e 06 de junho. É um encontro internacional voltado para discussões sobre mudanças climáticas, biodiversidade e desenvolvimento sustentável.

Coordenação de Comunicação Social/Funai
Com informações do Ministério dos Povos Indígenas. 

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