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Funai avança para fortalecer as atividades produtivas e a governança de projeto de pesca no Amazonas
A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) realizou, em sua sede, em Brasília (DF), reunião técnica com representantes de organizações indígenas e áreas técnicas da instituição para debater encaminhamentos voltados ao fortalecimento das atividades produtivas, da governança e do acompanhamento institucional do Projeto Marié, no rio Negro, no Amazonas. O encontro aconteceu nos dias 4 e 5 de março.
Ao longo dos dois dias de trabalho, a reunião concentrou esforços na construção de encaminhamentos voltados ao fortalecimento institucional do projeto, à valorização da participação comunitária e à continuidade do diálogo entre a Funai e as organizações indígenas envolvidas na iniciativa. O encontro também evidenciou a relevância do Projeto Marié como experiência que reúne geração de renda, proteção territorial, monitoramento ambiental e benefícios coletivos para comunidades indígenas do Rio Negro.
A agenda reuniu a diretora de Gestão Ambiental e Territorial (Digat), Lucia Alberta Baré; o coordenador-geral de Atividades Produtivas (CGAP), Gabriel Fernandes; o coordenador de Promoção do Artesanato, Extrativismos e Turismo de Base Comunitária (Coext), Ivan Stibich; e a coordenadora da Coordenação Regional do Rio Negro, Dadá Baniwa. Também participaram representantes da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), entre eles o presidente Dario Casimiro, do povo Baniwa, além dos diretores-executivos Carlos Neri, Helio Géssem e Edison Gomes, bem como membros da Associação das Comunidades Indígenas do Baixo Rio Negro (ACIBRN).
Projeto
Reconhecido como uma referência no turismo de base comunitária na Amazônia, o Projeto Marié se consolidou, ao longo de mais de uma década, como uma experiência pioneira no ordenamento da pesca esportiva em território indígena, com protagonismo comunitário, operação na modalidade “pesque e solte”, monitoramento ambiental e repartição de benefícios.
A iniciativa reúne, em uma mesma experiência, geração de renda, valorização da organização comunitária e fortalecimento da proteção territorial. Ao longo de sua trajetória, o projeto também passou a ocupar lugar de destaque no debate sobre turismo de base comunitária em terras indígenas, a partir de uma construção que envolve comunidades indígenas, organizações regionais e atuação institucional da Funai.
Na abertura da agenda, a diretora Lucia Alberta Baré ressaltou a diretriz institucional da Funai de atuar com base na legislação e na construção coletiva de soluções, com foco no fortalecimento do protagonismo dos povos indígenas e na continuidade qualificada das iniciativas desenvolvidas nos territórios.
Atividades produtivas e governança
A reunião também abordou o fortalecimento da governança do projeto e do acompanhamento institucional das atividades desenvolvidas no território, com foco na qualificação dos instrumentos de gestão e na valorização da participação comunitária.
Nesse contexto, a agenda também destacou a importância de integrar atividades produtivas, proteção territorial e sustentabilidade, considerando que o turismo de base comunitária no Rio Negro dialoga com outros eixos de atuação, como artesanato, extrativismo, agricultura familiar e compras públicas. Também foi mencionada a perspectiva de construção de ações conjuntas entre a Funai, a Coordenação Regional do Rio Negro e as organizações indígenas, com foco no fortalecimento das iniciativas comunitárias e na continuidade do diálogo técnico sobre o aperfeiçoamento da gestão no território.
Próximos passos
Como parte dessa agenda mais ampla de fortalecimento das atividades produtivas no Rio Negro, foi destacada a realização do Seminário de Turismo de Base Comunitária do Rio Negro 2026, previsto para ocorrer em meados de julho, na Comunidade Cartuxo, em Santa Isabel do Rio Negro (AM), com organização da Funai e ponto focal da Foirn.
Foi mencionado ainda o Encontro Anual de Turismo de Pesca Esportiva, previsto para agosto, em Tapuruquara Mirim, em São Gabriel da Cachoeira (AM), como espaço de intercâmbio de experiências e fortalecimento das iniciativas conduzidas pelas próprias comunidades.
A reunião também reforçou a continuidade do diálogo entre a Funai e as organizações indígenas envolvidas no Projeto Marié, com foco no fortalecimento da participação comunitária, no acompanhamento institucional e no aperfeiçoamento da gestão das atividades desenvolvidas no território.
Coordenação de Comunicação Social/Funai