Produtores indígenas participam de curso de boas práticas em horticultura no Mato Grosso do Sul

Produtores indígenas do estado do Mato Grosso do Sul participaram de uma capacitação de boas práticas em horticultura, com palestras realizadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). A atividade contou também com o apoio da Fundação Nacional do Índio (Funai).
A iniciativa ocorreu na sede da Embrapa no município de Dourados (MS) e teve como objetivo capacitar os produtores quanto ao funcionamento das chamadas públicas e de como se dá a participação do agricultor familiar no mercado institucional por meio de ações do Governo Federal, como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
O chefe da Coordenação Regional (CR) da Funai em Dourados, Valdir Roloff, e o chefe do Serviço de Gestão Ambiental e Territorial (Segat/CR Dourados), Bruno Pimenta Dias, participaram das atividades. "Esse curso é de grande importância para auxiliar na capacitação das comunidades indígenas da região de Dourados a fim de aprimorar as práticas de horticultura e inserir as famílias no mercado institucional de agricultura familiar", destacou Roloff.
Três aldeias sob jurisdição da Coordenadoria Regional da Funai em Dourados foram beneficiadas com o PAA em 2021: Jaguapiru e Bororó, em Dourados; e Panambizinho localizada em Douradina. Além do apoio da Funai, a produção agrícola nas aldeias se dá também por meio do suporte de instituições públicas e privadas.
Anualmente são preparados cerca de 400 hectares de terra para apoio às roças de subsistência, caracterizadas pela utilização de métodos tradicionais de cultivo voltados para a sua própria sobrevivência, seja por meio do consumo direto do que é produzido naquela propriedade ou pela troca do excedente da produção. Por ano, aproximadamente 2,5 toneladas de sementes de milho são distribuídas pela Funai aos produtores indígenas.
O técnico em agropecuária da Embrapa responsável pela capacitação, Orismar Aparecido Espíndola da Silva, destaca os benefícios da iniciativa. "Eles dependem da agricultura de subsistência, seja para o consumo próprio ou comercialização no perímetro urbano de Dourados, visto que as aldeias se localizam muito próximas da cidade. Por isso a importância de levar técnicas e práticas mais sustentáveis e eficientes às famílias indígenas, para que possam obter maior produtividade, sejam naquelas culturas que eles já cultivam há vários anos, como milho, mandioca, batata e outros, ou em novas cultivares ou técnicas, garantindo assim a segurança alimentar desses agricultores indígenas e até mesmo promovendo a geração de renda, por meio do excedente da produção", afirma.
Entenda como funciona o PNAE e o PAA
O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) oferece alimentação escolar e ações de educação alimentar e nutricional a estudantes de todas as etapas da educação básica pública. O Governo Federal repassa, a estados, municípios e escolas federais, valores financeiros de caráter suplementar para a cobertura de 200 dias letivos, conforme o número de matriculados em cada rede de ensino. O valor repassado deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar, medida que estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades.
Já o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) é uma das principais políticas de apoio e incentivo à agricultura familiar no Brasil. Por meio dessa iniciativa, agricultores, cooperativas e associações vendem seus produtos para órgãos públicos, que compram os alimentos da agricultura familiar, sem necessidade de licitação, e os destinam a pessoas em situação de insegurança alimentar e nutricional, à rede socioassistencial, aos equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e à rede pública e filantrópica de ensino.
Assessoria de Comunicação/Funai
com informações do Ministério da Cidadania