ADAPTAÇÃO CLIMÁTICA

Guia reúne medidas de adaptação climática para escolas públicas

Publicação do FNDE e do Instituto Alana apresenta soluções para calor extremo, secas e alagamentos, com orientações sobre planejamento, manutenção e custos.

Publicado em 16/10/2026 14:40Modificado há 3 horas
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ADAPTAÇÃO CLIMÁTICA
Foto: Paula Mendonça/Acervo Alana

Pensando em alternativas para lidar com situações de calor extremo, secas, chuvas intensas, delizamentos e alagamentos moderados, considerando as características de cada território e unidade escolar, o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e o Instituto Alana elaboraram o guia “Educação Baseada na Natureza: um guia para escolas mais verdes e resilientes”, que reúne orientações para o planejamento de medidas de adaptação climática nas escolas.

Eventos climáticos e rotina escolar

Os efeitos das mudanças climáticas podem afetar a infraestrutura das escolas e a continuidade das atividades educacionais. O guia aborda a necessidade de planejar intervenções que considerem os riscos do entorno, as condições das edificações, as possibilidades das áreas externas e os impactos de eventos extremos sobre a comunidade escolar.

Entre os aspectos tratados estão a exposição a altas temperaturas, a ocorrência de chuvas intensas, a disponibilidade de água e a condição de drenagem dos terrenos. A publicação também relaciona a adaptação da infraestrutura à educação ambiental e climática, com propostas de utilização dos espaços externos para atividades pedagógicas.

Soluções baseadas na natureza e outras medidas

O guia apresenta Soluções Baseadas na Natureza (SbN), que utilizam elementos e recursos locais para responder a desafios ambientais, apoiadas em sistemas de conhecimentos locais e processos naturais. As alternativas podem ser selecionadas conforme as necessidades da escola, as condições climáticas locais e as características do terreno.

Entre as soluções descritas estão:

  • Manejo de águas: cisternas, jardins de chuva, canteiros pluviais, pisos permeáveis, espelhos-d’água e lagos naturalizados.

  • Regulação térmica: árvores e miniflorestas, telhados verdes, túneis vivos e paredes verdes.

  • Eficiência energética: ventilação cruzada, iluminação natural, brises, cobogós, materiais com inércia térmica e energia fotovoltaica.

  • Mobiliário e desenho da paisagem: mobiliários e brinquedos a partir de materiais naturais, construção de salas de aula ao ar livre, plantio de ervas e arbustos, sempre prezando aspectos estéticos, de convivência, atividade físicas, descanso e atividades pedagógicas. 

  • Solos e forrações: Substituir superfícies impermeáveis por materiais que favoreçam a infiltração da água, preservando ao máximo a permeabilidade natural do solo.

  • Contenção de encostas: muro de pedra com vegetação e grade viva, conciliando estratégia para aumento da infiltração da água no solo, diminuição da velocidade da água e ampliando a oportunidade de interação com espaço vegetado.

O documento também apresenta pontos de atenção para cada SBN , além de informações sobre manutenção, custos e possibilidades de utilização pedagógica. A implantação depende de avaliação técnica das condições locais. No caso dos jardins de chuva, por exemplo, devem ser consideradas características do solo, localização e distância das fundações das edificações.

Planejamento das intervenções

A publicação orienta que o planejamento comece pelo diagnóstico do espaço escolar e de seu entorno, com a participação da comunidade escolar. A análise pode incluir a incidência solar, a condição e o uso das áreas externas, a presença de vegetação, as condições de drenagem e os riscos ambientais identificados na região.

O guia também propõe a participação de estudantes, professores, famílias e comunidade do entorno nas etapas de planejamento. Entre as atividades descritas estão a formação de grupos de trabalho, ações de sensibilização, mapeamento de prestadores locais e avaliação das condições da infraestrutura, com registros fotográficos e documentos técnicos disponíveis.

Além das intervenções físicas, o material aborda o uso dos espaços naturalizados e SBNp para atividades de aprendizagem e a integração entre escola e comunidade. As orientações são destinadas a gestores escolares, técnicos das secretarias de Educação e profissionais responsáveis por obras e infraestrutura.

O guia Educação Baseada na Natureza: um guia para escolas mais verdes e resilientes está disponível em: https://escolamaisnatureza.com.br/wp-content/uploads/2025/10/2025_Guia_EBN_digital.pdf


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Educação e Pesquisa
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