CGFLOP

46ª Reunião Ordinária da Comissão de Gestão de Florestas Públicas

A Comissão cumpre um papel estratégico no fortalecimento da governança florestal

Publicado em 22/05/2026 16:21
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Foto de reunião com pessoa em uma mesa
Foto: Ascom/SFB

A 46ª Reunião Ordinária da Comissão de Gestão de Florestas Públicas (CGFLOP) foi realizada nos dias 20 e 21 de maio, no auditório do Prevfogo/Ibama, em Brasília (DF), reunindo representantes de órgãos governamentais, instituições ambientais e entidades ligadas ao setor florestal para discutir temas relacionados à gestão das florestas públicas no País.  

A condução dos trabalhos ficou a cargo da secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais (SBIO) do MMA, Rita de Cássia Guimarães Mesquita. Na abertura, ela destacou a importância da gestão das florestas públicas como um motor essencial para o desenvolvimento sustentável do País. 

Entre os temas debatidos estiveram o Relatório de Gestão de Florestas Públicas 2025, as Cotas de Reserva Ambiental (CRA), o Fundo Nacional de Desenvolvimento Florestal (FNDF) e as Concessões Florestais Federais. Durante o evento, ganharam destaque as ações de participação social promovidas pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) junto a municípios e comunidades que vivem no entorno das áreas concedidas. 

O diretor-geral do SFB, Garo Batmanian, destacou a importância da CGFLOP como espaço de diálogo e construção coletiva para o fortalecimento da governança florestal. Segundo ele, a Comissão cumpre um papel estratégico ao reunir representantes do governo, comunidade científica, concessionários, povos indígenas e movimentos sociais. 

“A CGFLOP é um importante espaço para avaliar se estamos no caminho certo e identificar o que pode ser aprimorado, sempre buscando o consenso entre os diferentes setores envolvidos”, afirmou Batmanian. 

O diretor-geral ressaltou ainda que as florestas nacionais foram criadas para permitir o uso sustentável dos recursos naturais, gerando emprego e renda para as populações locais sem causar desmatamento. Segundo ele, as concessões florestais também contribuem diretamente para reduzir a pressão sobre a exploração ilegal de madeira e fortalecer a conservação ambiental. 

O manejo florestal sustentável realizado nas áreas de concessão também foi um dos destaques da reunião. Henrique Dolabella, membro da Comissão e diretor de Cadastro Ambiental Rural do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), defendeu a necessidade de ampliar a divulgação desse trabalho e de fortalecer a integração entre as instituições que guardam o patrimônio florestal. Para ele, a prática alia economia, responsabilidade social e conservação, impulsionando o desenvolvimento regional. 

“Esse espaço é fundamental para acompanhar os avanços nos instrumentos de gestão e apontar os desafios. Esses desafios precisam ser compartilhados. É necessário alinhar as ações dos diferentes órgãos para melhorar a gestão das florestas públicas, fortalecer a conservação dos recursos naturais e ampliar os benefícios para as populações que vivem nas florestas”, afirmou. 

Dolabella lembrou ainda que ferramentas como as concessões, a destinação de terras públicas, o Cadastro Nacional de Florestas Públicas (CNFP) e as CRA são pilares para consolidar as políticas de uso sustentável no Brasil. 

O encontro contou com a participação de representantes dos ministérios do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e da Gestão (MGI); do SFB; do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio); da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa); além de lideranças da sociedade civil e do setor produtivo.  

Visita ao LPF 

Na parte da tarde, os participantes da reunião visitaram o Laboratório de Produtos Florestais (LPF), do SFB, responsável pelo desenvolvimento de soluções tecnológicas voltadas ao fortalecimento da atividade florestal e à promoção do uso sustentável dos recursos naturais. 

Os integrantes conheceram as linhas de pesquisa em engenharia e química da madeira, além de protótipos desenvolvidos pelo centro. O LPF também realiza análises laboratoriais e exames de amostras madeireiras, colaborando diretamente para a inovação e a rastreabilidade no País. 

A visita reforçou a importância da ciência, da tecnologia e da pesquisa para apoiar as políticas públicas debatidas no âmbito da CGFLOP, especialmente em temas relacionados ao manejo florestal sustentável, concessões florestais e uso responsável dos recursos naturais. 

Texto: Serviço Florestal Brasileiro • Mais informações: ascom@florestal.gov.br • (61) 3247-9511 

Categorias
Meio Ambiente e Clima
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