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Residentes passam a contar com tecnologia de simulação cirúrgica

A adoção desse equipamento reforça a missão do CHC-UFPR/Ebserh na formação de profissionais de saúde
Publicado em 07/04/2021 14h45 Atualizado em 19/04/2021 12h00

Os residentes de medicina da Universidade Federal do Paraná contam, a partir deste mês, com uma das mais recentes tecnologias de ensino na área da saúde. Com um investimento próprio de R$ 1.189.250,00 entra em funcionamento no Hospital de Clínicas um equipamento de simulação cirúrgicas de laparoscopia, que auxiliará na formação de cirurgiões gerais, ginecologistas, urologistas e gastrenterologias.

 A adoção desse equipamento reforça a missão de ensino dos hospitais universitários da UFPR e reforçam o tradicional trabalho de formação de profissionais de saúde, realizados pelo HC-UFPR/Ebserh, atrelado ao que há de mais recente no mercado didático.

 “Não dá para imaginar, hoje, o ensino médico sem a simulação em todos os níveis: desde a avaliação de pacientes e consultório, numa sala de emergência, atendendo paciente com trauma ou emergências cardiovasculares. Esses simuladores cirúrgicos mudam muito o ensino da área da saúde para melhor”, afirma Akihito Inca Urdiales, médico cirurgião geral do CHC-UFPR/Ebserh.

 

Uso de simuladores na formação em saúde tem inúmeros benefícios

A simulação clínica é uma estratégia de ensino que tem sido cada vez mais difundida por demonstrar grandes benefícios. Estudos demonstram que a possibilidade de treinar em ambiente controlado é positiva tanto para profissionais em formação quanto para pacientes, uma vez que prepara o médico para os mais diferentes cenários.

Entre os pontos relevantes da adoção de simuladores está também a maior retenção do conhecimento. Além de criar um ambiente educacional mais participativo, interativo e atrativos, a simulação em saúde prepara o profissional técnica e emocionalmente, uma vez que é permitida uma prática constante, com diversas possibilidades de intercorrências, aproximando-se de um ambiente real de cirurgias.

Luiz Rodrigo Ferreira, professor e médico de ginecologia do CHC-UFPR/Ebserh destaca que a tecnologia inicia o residente em práticas laparoscópicas, de modo a melhorar a curva de aprendizagem: “o residente pode treinar quantas vezes quiser, praticando muito mais, desenvolvendo habilidades, dando maior densidade ao número de casos estudados e impactando, no futuro, em diminuição do tempo de realização dos procedimentos reais”.

Em outras palavras: o residente vivencia situações que podem ocorrer na vida real, dando mais segurança na prática real, sendo possível preparar o profissional em relação às situações raras, gerenciamento de comportamento e técnica. E é essa preparação que impactará na qualidade de assistência e segurança no atendimento aos pacientes.

Dessa maneira, a adoção de simuladores nas residências médicas da UFPR trabalha numa linha de construção de caminhos cada vez mais seguros tanto para pacientes quanto para profissionais.

“É um impacto muito grande por que o residente poderá praticar muito antes de tocar no paciente. A percepção tanto visual quanto tátil é praticamente igual a uma cirurgia real. Dá para sentir que estamos tocando nas estruturas, fazendo um corte ou uma sutura. É como se fosse uma situação real”, explica Akihito Inca Urdiales, médico cirurgião geral do CHC-UFPR/Ebserh.

Curso de Extensão

Para dar início ao uso do equipamento, está programando um curso de extensão para as residências que farão uso desse simulador de laparoscopia.

 Será um curso oficial de extensão universitária da UFPR, promovido pelo Gerencia de Ensino e Pesquisa do CHC-UFPR/Ebserh, com a coordenação de médicos cirurgiões das especialidades às quais se destina.