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Suplementos alimentares NÃO podem ser usados para tratar resistência à insulina

Divulgados e vendidos na internet, produtos sem respaldo científico colocam a saúde dos pacientes em risco e distanciam o público do tratamento adequado

Publicado em 09/10/2026 11:16Modificado há 5 horas
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Vídeos publicados nas redes sociais vêm recomendando vitaminas, minerais e outros suplementos, como berberina, do magnésio e do mio inositol, para tratar ou controlar a resistência à insulina. Essas indicações NÃO são seguras, podendo induzir as pessoas ao erro e fazer com que deixem de buscar acompanhamento médico adequado.

A resistência à insulina ocorre quando o organismo passa a responder menos à ação desse hormônio, que é responsável por ajudar a controlar a quantidade de glicose no sangue. A condição pode estar associada a diferentes fatores e precisa ser avaliada por um profissional de saúde.

É importante lembrar que suplementos alimentares NÃO são medicamentos. Eles têm a finalidade de complementar a alimentação de pessoas saudáveis ou em situações específicas previstas na regulamentação. Portanto, NÃO devem ser apresentados como substitutos de tratamentos médicos nem como produtos capazes de tratar doenças ou condições de saúde.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) é o órgão responsável por regular, controlar e fiscalizar a segurança, a qualidade e o registro de alimentos, suplementos alimentares e de medicamentos. Cabe à Agência estabelecer normas e padrões de qualidade e identidade a serem observados.

Qualquer substância — seja de origem vegetal, animal, mineral ou sintética — que prometa curar, prevenir, aliviar sintomas ou ajudar no diagnóstico de doenças é considerada um medicamento. Por isso, independentemente de sua composição, NENHUM produto com finalidade terapêutica pode ser fabricado ou vendido no Brasil sem o registro oficial da Anvisa.

Isso não significa que suplementos nunca possam ser utilizados por uma pessoa com resistência à insulina. Em alguns casos, um profissional de saúde pode identificar a necessidade de suplementação para corrigir uma deficiência nutricional, por exemplo. Nesse cenário, esses produtos são utilizados para uma finalidade nutricional específica e NÃO como tratamento da resistência à insulina.

O tratamento para essa condição deve ser definido individualmente por um profissional de saúde, considerando causas, eventuais doenças associadas e características de cada paciente. Mudanças no estilo de vida e, quando indicados, medicamentos podem fazer parte da abordagem terapêutica.

Por isso, DESCONFIE de conteúdos que prometem “tratar” a resistência à insulina com vitaminas, cápsulas, fórmulas ou suplementos. Antes de iniciar o uso de qualquer produto para tratar sua saúde, procure orientação profissional e verifique se a informação tem respaldo científico.

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