Pomada capilar NÃO é tudo igual: confira o registro e desconfie de promessas milagrosas
Antes de comprar ou usar, consulte o produto na lista da Anvisa. O registro de uma pomada não se estende automaticamente a outras da mesma marca

O uso de pomadas para trançar, modelar ou fixar os cabelos requer cuidados para não comprometer a saúde. O mais importante é ter atenção com a escolha dos produtos. As embalagens podem ser parecidas e as finalidades podem ser as mesmas, mas cada cosmético deve ser conferido individualmente. Uma pomada capilar NÃO deve ser considerada segura só porque outra da mesma marca já foi regulamentada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
A orientação é que, antes de adquirir um produto, seja feita a consulta do nome completo na relação de pomadas autorizadas pela Anvisa. A orientação vale para consumidoras e consumidores, profissionais, salões de beleza e estabelecimentos comerciais: SÓ podem ser utilizadas e comercializadas as pomadas capilares que constam nessa lista.
Para tornar a consulta mais precisa, também é necessário conferir o número do processo do produto na Anvisa que consta da embalagem. Essa numeração identifica o cosmético e segue o formato 25351.XXXXXX/20XX-XX. Se a compra for realizada pela internet e esse dado não aparecer no anúncio, peça a informação à loja antes de concluir o pedido.
Outra dica é comprar sempre em estabelecimentos regularizados e verificar sua procedência, além de observar atentamente as instruções e advertências do rótulo. Caso não consiga confirmar se a pomada está autorizada, NÃO a utilize até esclarecer a situação.
Também é importante desconfiar das promessas de tratamentos milagrosos. Pomadas destinadas a trançar, modelar ou fixar os cabelos têm finalidade cosmética e NÃO devem ser apresentadas como solução para tratar ou curar doenças como calvície, alopecia ou dermatite seborreia, uma inflamação crônica da pele que provoca escamas amarelas gordurosas e caspa no couro cabeludo.
A regularização sanitária permite que a Anvisa acompanhe o produto conforme as exigências aplicáveis à categoria. Isso, porém, NÃO dispensa os cuidados de uso nem descarta reações indesejadas.
E se o produto entrar em contato com os olhos?
Ao lavar os cabelos depois de usar a pomada, a indicação é sempre inclinar a cabeça para trás, reduzindo a possibilidade de o produto escorrer para os olhos. Se houver qualquer contato acidental, lave-os imediatamente com água em abundância. Caso haja irritação persistente, procure imediatamente o serviço de saúde mais próximo. Em seguida, notifique a Anvisa. Essa informação ajuda a vigilância sanitária a adotar as medidas necessárias.
Sua notificação ajuda a identificar o produto
Quanto mais completo for o registro da sua reação adversa, mais rápido será a identificação da pomada, o rastreamento de dados de regularização e o contato com a empresa responsável. Sempre que possível, informe o nome completo do produto, o fabricante e o número do processo Anvisa.
Desde 2023, das 727 notificações recebidas pela Agência, 431 não informaram o nome da empresa. O dado reforça a importância de preencher esse campo sempre que a informação estiver disponível.
Descreva também a reação e as circunstâncias em que ela ocorreu. Fotografias da frente e do verso da embalagem também podem ajudar, especialmente se houver dificuldade para localizar ou transcrever os dados.
Além do formulário de notificação da Anvisa, reações adversas também podem ser registradas pelo e-Notivisa, serviço de notificação de problemas com produtos sujeitos à vigilância sanitária.
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