Natividade: berço histórico do Tocantins
A cidade do Tocantins, antigo norte de Goiás, preserva a arquitetura colonial, festas religiosas tradicionais, folclore, gastronomia típica e atrativos naturais que encantam os turistas

Por Geraldo Gurgel

Crédito: Prefeitura de Natividade
O município de Natividade remonta às origens do Tocantins, ao ciclo do ouro, quando os bandeirantes enfrentaram a resistência dos índios Xavantes e ocuparam a região Norte de Goiás, entre 1724 e 1734, dando origem ao primeiro povoamento do estado. As relações entre colonizadores, escravos, mineiros, sertanistas, missionários e criadores de gado resultaram no sítio histórico reconhecido pelo IPHAN como Patrimônio Nacional. O casario com cerca de 250 prédios coloniais e igrejas preservadas, entre ruas estreitas e muros de pedra construídos por escravos, guardam a memória do Tocantins.

Créditos: Associação Comunitária Cultural de Natividade
OURO - A cidade que hoje tem 10 mil habitantes, chegou a ter 40 mil escravos no ciclo do ouro. O metal precioso era escoado em lombos de burros que transportavam as “bruacas de ouro” em caravanas até Salvador (BA). Ainda hoje, Natividade tem minas de ouro em atividade e se destaca pela produção de joias artesanais.

Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Crédito: Prefeitura de Natividade
CURIOSIDADE - O ciclo do ouro em Goiás teve destaque nas cidades de Goiás, antiga capital do estado e Patrimônio da Humanidade da UNESCO, Pirenópolis e Natividade (TO). No início do século XIX, entre 1809 e 1823, Natividade, São João da Palma - hoje Paranã -, Cavalcante e Arraias dividiram a sede administrativa do Norte goiano, quando o estado foi dividido em duas comarcas e ocorreram as primeiras tentativas de autonomia do Tocantins.
