A bela, exótica e criativa Belém completa 402 anos
Porta de entrada da Amazônia, a capital paraense faz aniversário ostentando título da Unesco de cidade criativa da gastronomia, além de roteiros incríveis de turismo ecológico, religioso e cultural

Por Geraldo Gurgel

Estação das Docas. Crédito: Embratur
A capital do Pará teve seu momento de plenitude no período áureo do ciclo da borracha, no início do século passado, que resultou em uma forte influência europeia, notadamente da França, que pode ser observado na arquitetura de prédios histórico. O Teatro da Paz é um exemplo desse passado glamuroso na cidade que comemora, nesta sexta-feira (12), 402 anos. Outro traço marcante da cultura local é a
que com ingredientes da cultura indígena, temperada com influências portuguesa e africana foi a mais bem avaliada pelos turistas estrangeiros que vieram ao Brasil em 2016. Aliada à cultura marcada pelo sotaque ribeirinho, Belém garantiu o título de cidade criativa da Unesco.

Créditos: Embratur
Como metrópole regional, Belém é a principal cidade da região norte e destaca-se pela posição geográfica privilegiada entre às margens do rio Guamá e a baia de Guajará nas proximidades da foz do rio Amazonas. O antigo Forte do Presépio (atualmente do Castelo) é o marco da fundação da cidade em 12 de janeiro de 1616 com vista da baía do Guajará. O local abriga o museu das etnias marajoara, tapajônica e tupinambás.

Créditos: Embratur
No centro de Belém, o Bosque Rodrigues Alves é uma amostra da floresta amazônica original com 2.500 árvores. A área de 152 mil m² conta com lagos, grutas e orquidário, além de bichos amazônicos como peixe-boi e tartarugas. As lendas da floresta são representadas por esculturas do Curupira, defensor das matas, e o Mapinguari, espécie de monstro humano. Já o Parque e Museu Emílio Goeldi é um centro de pesquisa biológica e agronômica. Um santuário da fauna e da flora amazônica com mais de 2.000 espécies de plantas e cerca de 600 animais nos 52 mil m² do bosque. Tem peixe-boi, pirarucu e araras, entre outros, além de pés de guaraná, pau-brasil, castanheira-do-pará e palmeiras de açaí. Uma exposição permanente reúne centenas de animais empalhados, objetos indígenas e históricos do Pará.
