Governo do Brasil realiza megaoperação contra garimpo na Terra Indígena Sararé

Forças de segurança atuam para retirar invasores e equipamentos usados em atividades ilícitas; em dois dias de incursões, 51 pessoas foram presas

Publicado em 26/03/2026 15:12Modificado há um dia
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A imagem apresenta uma arte gráfica com fundo predominantemente escuro, quase preto.  No centro superior, há a palavra "PANTANAL" escrita em letras grandes, na cor branca, em um estilo que remete a letras de madeira ou entalhadas.  Abaixo, ocupando a parte central da imagem, há uma ilustração estilizada de uma onça-pintada. O animal é retratado em perfil, com a cabeça voltada para a esquerda. Sua pelagem é representada por recortes de texturas: o corpo é preenchido com um padrão que lembra folhas secas ou fibras vegetais, em tons de marrom claro e bege, enquanto as manchas características da onça são formadas por círculos vazados que deixam aparecer o fundo escuro. A onça está sobre um galho ou tronco, também representado com a mesma textura de fibra.  Na parte inferior da imagem, há um selo ou logotipo redondo. Dentro dele, lê-se o texto: "INSTITUTO BRASILEIRO DE TECNOLOGIA" contornando a borda, e no centro a sigla "IBT" em destaque.  O estilo geral da composição é rústico, orgânico, com forte uso de texturas naturais e um contraste marcante entre o fundo escuro, o branco das letras e os tons terrosos da ilustração.

O Governo do Brasil começou nesta semana uma megaoperação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, para retirar garimpeiros que têm promovido a exploração ilegal de ouro dentro do território. O garimpo é o epicentro da megaoperação, contudo toda e qualquer ilicitude será combatida nas incursões.

O processo de desintrusão é conduzido de forma transversal, com participação de diversos órgãos federais, entre eles o Ministério dos Povos Indígenas, a Funai, o Ministério da Defesa, a Abin, a AGU, o Ibama, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Força Nacional, a Casa Civil e o Censipam. Por razões operacionais, detalhes como duração da ação, efetivo empregado e meios utilizados não são divulgados neste momento. A medida busca preservar a efetividade da operação e a segurança das equipes envolvidas.

A TI abriga uma população de 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuído em sete aldeias. Sua extensão perpassa a área dos municípios de Conquista D’oeste, Nova Lacerda e Vila Bela da Santíssima Trindade. O território foi homologado em 1985 e, nos últimos anos, tem enfrentado conflitos decorrentes da exploração ilegal do garimpo.

O ouro possui alto valor de mercado e seu potencial econômico tem chamado a atenção de invasores que, atentos à valorização, enxergam no metal uma boa saída para o enriquecimento ilícito. Atualmente, a TI Sararé conta com 4.200 hectares atingidos, de um total de 67 mil hectares, conforme dados do Censipam – Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia, órgão vinculado à Defesa.

O Plano de Desintrusão da Terra Indígena foi elaborado no âmbito do Comitê Interministerial de Desintrusão de Terras Indígenas (CIDTI), por um grupo de trabalho específico responsável por coordenar, acompanhar e orientar a execução das ações no território. O documento, mantido sob sigilo por razões operacionais, serve como referência para a retirada de não indígenas e da infraestrutura instalada por eles, garantindo a proteção e preservação do território. Ressalta-se que a elaboração e execução das ações também estão alinhadas à decisão judicial relacionada ao caso.

Para manter o fator surpresa da operação, o Plano de Desintrusão não foi anunciado anteriormente, assim como a deflagração do processo de desintrusão nesta quarta-feira (25).Durante os dois primeiros dias de incursões, 51 pessoas foram presas. É neste cenário que as equipes já estão atuando para devolver a posse da terra e o usufruto aos indígenas, protegendo a vida do povo Nambikwara, seus usos, costumes e território.

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Justiça e Segurança
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