Segundo dia do XI Parcom: a Rede chega na ponta
Durante o evento, conversamos com gestores municipais sobre a importância dessa articulação para as cidades

O segundo dia do XI PARCOM, nesta quarta-feira, 10 de junho, ofereceu aos participantes uma programação diversificada distribuída por 24 salas, e abordando assuntos fundamentais dos quatro pilares da administração pública: transferências, obras públicas, compras públicas e gestão e inovação. Nestes dois primeiros dias, mais de 5 mil pessoas passaram pelo evento com a expectativa de adquirir conhecimento para aprimorar a gestão e as entregas na sua cidade de origem. Reconhecendo a diversidade e o tamanho do Brasil, vale destacar a possiblidade que o Parcom oferece de evidenciar e fortalecer a aplicação de ferramentas e boas práticas de gestão na realidade de cada município na execução de políticas públicas.
Pelo olhar do gestor municipal
A participante Geice Oliveira veio do município de Lagoa dos Patos, em Minas Gerais, que tem pouco mais de 3 mil habitantes. Na perspectiva dela, “os municípios sofriam bastante por estarem distantes dos grandes centros. Hoje, a Rede integra todos nós, de forma que nos sentimos abraçados.” Ela ressaltou, ainda, que essa integração melhora a comunicação com os outros entes e a produtividade da administração pública.
O participante Alexandre Lima, vindo do município de Redenção, no Pará, contou que o evento superou suas expectativas. Para ele, “o evento é uma oportunidade de aperfeiçoar nossos conhecimentos e acompanhar as mudanças que têm ocorrido. Os conteúdos são muito práticos, e a Rede tem um impacto muito grande, porque dá aos municípios a chance de capacitação constante”.
Já Eliana Barros, do município de São Paulo, trabalha no terceiro setor e compareceu ao evento com o intuito de retornar como uma facilitadora das soluções e tecnologias apresentadas pela Rede de Parcerias. “Muitas pessoas não sabem usar ou não conhecem o Transferegov, por exemplo. Depois do evento, quero levar o que aprendi para vários lugares do Brasil,” ressaltou.
BIM
Outro tema tratado em várias palestras do dia foi o BIM (Building Information Modelling), ou Modelagem da Informação da Construção, conjunto de tecnologias para criar, utilizar e compartilhar, colaborativamente, modelos digitais de construção. A ferramenta possibilita a realização de análises e simulações virtuais de construções, que permitem identificar problemas antecipadamente.
O tema “Obras públicas: governança para implementação do BIM nos estados” foi tratado pelas palestrantes Maria Luíza Luna, da Estratégia BIM no Estado do Maranhão, Mirelly Mendes, do Estado do Rio Grande do Sul, e Rachel Magalhães, do Município do Rio de Janeiro.
Rachel Magalhães ressaltou que a implementação do BIM é uma mudança de paradigma muito positiva para a gestão, pois seu uso aprimora o planejamento. Ela mencionou, ainda, que uma das maiores dificuldades do município é entender as experiências de outros entes que implementam o BIM, e que a vivência Parcom atende a essa necessidade. “Eu sentia falta dessa troca, do diálogo. Não podíamos deixar de vir para o Fórum, é o espaço perfeito para entendermos a realidade de outros municípios e aprender com eles”, explicou.
Para o participante Adriano Teixeira, o destaque da programação foi a abordagem do BIM. “Com essa ferramenta, podemos diminuir erros e potencializar acertos, além de diminuir os custos das obras. A Rede de Parcerias é fundamental, porque se não tivéssemos esse feedback seria muito mais difícil ter o conhecimento técnico para agregar à nossa gestão. Aqui no evento a gente pode se reunir com os melhores de cada estado,” destacou. Ele veio do município de Calumbi, em Pernambuco, com 5 mil habitantes.
Capacitação e planejamento para executar melhor
Uma das primeiras palestras do dia teve como tema “Caminhos do Financiamento do SUS”, ministrada pelo diretor do Fundo Nacional de Saúde, Dárcio Guedes. Sobre os processos de gestão de recursos, ele ressaltou que a sustentabilidade é fundamental, de forma a garantir o planejamento, a eficiência e a rastreabilidade. "Se não fizermos isso, não estaremos cuidando de fato das pessoas", enfatizou Dárcio.
Sobre contratações públicas, o palestrante Victor Amorim, do Senado Federal, trouxe uma leitura crítica do Plano de Contratações Anual na Lei nº 14.133 de 2021, ressaltando seu papel de instrumento de planejamento e governança. Victor focou na importância de preservar as etapas lógicas da contratação e não descaracterizar o PCA com detalhamentos excessivos.
Para o palestrante, o PCA veio para fazer a interface entre o planejamento estratégico e a execução, além de dar autonomia aos estados e municípios na organização das suas contratações. "Trabalhar com contratações públicas não é fácil, e a grande ferramenta que os servidores têm é o conhecimento. Precisamos estar capacitados e atentos às melhores práticas. Um evento como o Parcom permite não só capacitação, mas networking e troca de ideias,” enfatizou Victor.
A programação também ofereceu como atração cultural uma apresentação do Grupo de Projeção Folclórica Ana Terra, companhia de São Francisco de Paula (RS) que celebra danças tradicionais gaúchas.
Fonte: MGI/SEGES/Rede de Parcerias


