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Estudo indica que ACS mulheres sofrem mais de dor lombar crônica do que homens
Para todos verem: Card com fundo verde claro. No canto superior esquerdo, logomarca da RBSO. Texto em letras escuras centralizado no card: “Artigo de pesquisa”. Na linha debaixo “Avaliação da dor lombar em agentes comunitários de saúde do norte de Minas Gerais, Brasil”. Abaixo, imagem do corpo humano de costas em tons de verde acinzentado com sobreposição da coluna vertebral translúcida. No canto inferior direito, logomarca da Fundacentro.
Uma pesquisa publicada na Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO) identificou que agentes comunitários de saúde (ACS) do sexo feminino sofrem mais de dores lombares do que os homens. A condição se agrava em idades acima dos 40 anos e com maior tempo de atuação na área. A dupla jornada de trabalho e a maior prevalência de transtornos como ansiedade e depressão acentuam o problema.
Os resultados estão no artigo Avaliação da dor lombar em agentes comunitários de saúde do norte de Minas Gerais, Brasil e também apontam piores condições de saúde em agentes com mais de um emprego e casados.
Realizado entre agosto e outubro de 2018, o estudo avaliou 675 profissionais de Montes Claros, Minas Gerais. Para analisar a intensidade da dor e os impactos na qualidade de vida dos ACS, os pesquisadores utilizaram o questionário Japanese Orthopaedic Association Back Pain Evaluation (JOABPEQ).
Os autores observam que a rotina dos agentes os expõe a diversos riscos de trabalho. Ritmo de trabalho acelerado, longos períodos de exposição ao sol e deslocamentos a pé, muitas vezes com bolsas ou mochilas pesadas e posturas inadequadas, foram associados ao surgimento de dores lombares. O acompanhamento de muitas famílias também foi relacionado como fator.
Para promover a saúde dos ACS, melhorar as condições de trabalho e a qualidade do atendimento, o estudo propõe estratégias preventivas e de reabilitação, como suporte ergonômico e programas de saúde ocupacional.
“Considerando a dor lombar crônica como um fator marcante na qualidade de vida e produtividade, é necessário implementar estratégias de redução dos riscos ocupacionais encontrados na prática laboral dos ACS para a minimização dos efeitos da dor lombar, com objetivo de aprimorar a produtividade no trabalho, melhorar a execução de atividades da vida diária no ambiente familiar, consequentemente concorrendo para uma melhora da autoestima, autopercepção de saúde, qualidade e estilo de vida”, concluem os autores.
O artigo é de autoria de Fabrício E. S. de Oliveira, Dênio de Castro Gomes, Antônio Prates Caldeira, Verônica Oliveira Dias, Josiane S. Brant Rocha, Hercílio Martelli Jr., Wellen C. de Almeida e Daniella R. B. Martelli, da Universidade Estadual de Montes Claros.
A publicação está disponível na página da RBSO no SciELO. O conteúdo está em português e inglês, e o download do PDF é gratuito.
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Texto:
Karina Penariol Sanches
Imagem:
Criada por IA no banco de imagens Freepik
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