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TRABALHADORES
Trabalho e desafios dos pintores brasileiros são destaques em relatório
A imagem mostra um pintor suspenso por um cinto de segurança, em plena atividade enquanto pinta a fachada de um prédio. Ao fundo, o céu azul reforça a sensação de altura e exposição ao ambiente externo. No topo da imagem, o título "Um olhar sobre os desafios, riscos e o dia a dia de quem vive da pintura imobiliária". À esquerda, um cartaz com o título do livro.
A Fundacentro divulga o relatório técnico “Diagnóstico das Condições de Segurança e Saúde do Trabalho da Atividade de Pintores Imobiliários Associados da Associação Brasileira de Pintores Profissionais – Abrapp”, no âmbito do Projeto Pintura Imobiliária em Condições Seguras e Saudáveis.
A jornada de trabalho e a saúde e segurança no trabalho (SST) dos pintores foram os principais temas da pesquisa realizada com 537 profissionais da área em todo o Brasil. Ao todo, 289 pintores entrevistados (53,8%) afirmaram trabalhar até esse limite. Por outro lado, 241 participantes (44,9%) relataram jornadas superiores a 8 horas por dia. Apenas 7 pessoas (1,3%) optaram por não responder à pergunta. Embora o gênero não tenha mostrado impacto significativo na carga horária, o levantamento destaca a vulnerabilidade das mulheres, que podem enfrentar dupla jornada.
O trabalho noturno é uma realidade para 67,8% dos participantes, sendo que muitos deles também excedem a carga horária diária recomendada. Em relação à segurança no trabalho, 85,1% dos entrevistados disseram ter recebido algum tipo de treinamento, o que também refletiu em maior engajamento com a pesquisa. O levantamento investigou ainda o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), conhecimento sobre Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), ocorrência de acidentes e a percepção dos pintores sobre a própria saúde.
Outro ponto de destaque na publicação são as queixas relacionadas à saúde física e emocional. Dores no corpo, estresse e dificuldades para dormir foram relatados por muitos profissionais, além do uso frequente de medicamentos e o surgimento de doenças ocupacionais associadas ao trabalho. A percepção dos próprios trabalhadores sobre seu ambiente laboral também é explorada.
Com base em dados coletados por meio de questionários, a pesquisa oferece um retrato detalhado da realidade dos pintores no Brasil, abordando o perfil profissional, condições de trabalho e aspectos sociais da categoria. Os resultados foram organizados em tabelas, o que facilita a compreensão dos riscos associados à atividade e contribui para a formulação de ações que promovam um ambiente mais seguro e saudável.
A publicação visa não apenas mapear riscos e identificar condições de trabalho, mas também propor ações que valorizem e protejam esses profissionais, levantando reflexões sobre a importância de melhores condições laborais.
Coordenado pela tecnologista da instituição, Cristiane Paim da Cunha, o projeto contou com a participação de uma equipe multidisciplinar composta por Gilmar da Cunha Trivelato, Luis Renato Balbão Andrade, Luiz Antônio de Melo, Maria Christina Felix, Maria de Fátima Torres Faria Viegas, Mariana Souza Gomes Fürst, Patrícia Moura Dias e Rodrigo Caoduro Roscani.
Publicação
O leitor encontrará um retrato amplo e aprofundado sobre a realidade desses trabalhadores, a partir dos seguintes eixos temáticos: perfil geográfico e demográfico dos pintores, vínculo empregatício e tipo de trabalho, condições de trabalho e saúde ocupacional, doenças ocupacionais e queixas relacionadas ao trabalho, condições ambientais e percepção do trabalhador.
O livro está disponível gratuitamente em publicações institucionais da Fundacentro.