Boa organização do canteiro de obras reflete em aumento de produtividade e menor perda de material

Durante palestra Morasco destaca a importância de se estar a par das inovações tecnológicas

Publicado em 13/04/2016 00:00Modificado em 17/08/2022 18:05
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O painelista Felipe Germano Morasco, da Produtime Gestão e Tecnologia, apresentou nesta quarta-feira (13) no VII CMATIC – Congresso Nacional sobre Condições e Meio Ambiente do Trabalho na Indústria da Construção o tema Inovação na Gestão com Reflexos na Segurança do Trabalho: O Projeto do Canteiro de Obras Como Organizador da Produção.

Conforme o painelista a concepção do projeto do canteiro, o entendimento e desenvolvimento do produto e ainda o plano de ataque, macro logística, áreas de vivência e layout são etapas que dever ser observadas para a previsão do esquema de segurança do trabalho, boa produtividade e menor desperdício de material no canteiro de obras.

Felipe apresentou imagens de experiências no Rio de Janeiro e outros estados mostrando a necessidade de uma pré-organização na gestão de produção. Segundo Felipe “isso resulta em pontualidade, aumento de qualidade e também na própria segurança do trabalhador”. Com essa organização se pode prever, por exemplo, a rota de circulação de pedestres e de veículos sem que se atrapalhe o andamento do resto do canteiro.

O palestrante também destacou a importância de se estar a par das inovações tecnológicas e apresentou fotos de contrapisos antinivelantes e a utilização de fôrmas insdustrializadas em edificações.

A debatedora Andreia Kaucher Darmstader, Secomci/MG, destacou que o planejamento é parte essencial da organização da obra por poder se prever inclusive situações que poderiam acontecer e que seriam solucionadas em um tempo menor exatamente por ter essa organização preliminar. Para ela “a dificuldade é mudar a cultura de não se investir em planejamento”.

Já a debatedora Maria Cristina Félix, Fundacentro/CERJ, destacou o PCMAT como um grande programa de gestão. Ela destacou que o planejamento de segurança da obra tem que ser ser elaborado em que se conheça o processo, máquinas e equipamentos. “Prevendo os riscos a que os trabalhadores possam estar expostos”, destaca. Ela diz que são dois momentos distintos na elaboração: o do escritório e o de se colocar em prática no canteiro de obras.

Izelda Teresinha Oro, Contricom, destacou a necessidade de uma unidade de saúde e ainda a questão do impacto de vizinhança em uma obra. Ela apresentou, ainda, os exemplos de controle mais próximo na questão da segurança do trabalho em empresas de maior porte, como grandes construtoras, mas que essa realidade não acontece em empresas de menor tamanho. Ela insiste em uma aproximação mais acentuada com com os empresários para debater a questão de saúde e segurança do trabalho.

Na conclusão do painel, Felipe Morasco, reafirmou a necessidade da organização como meio para a menor perda de materiais e ganho de tempo no canteiro de obras. Para ele, os cuidados tomados anteriormente eliminam a falta de segurança que acaba impedindo que o trabalhador exerça de forma mais eficiente o seu trabalho. Para ele “uma conversa com os trabalhadores no próprio canteiro também colabora para as ideias que serão apresentadas à gerência”.

Participaram, ainda do painel, como coordenador de mesa Whashington Aparecido dos Santos, da UGT, e como relator Artur Carlos da Silva Moreira, Fundacentro/CESC.

*Colaborador para o VII CMATIC – jornalista Rogério Lisbôa Reg. Prof. 3222/DF

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