Pesquisa

Publicado em 06/04/2021 17:20Modificado em 21/11/2022 13:52
Compartilhe:

Segurança, Paz e Desenvolvimento

O Lab-Sepade se volta para o desenvolvimento de três linhas de pesquisa:  1.Segurança Internacional e Desenvolvimento; 2.Estudos para paz e ações humanitárias/Ética contemplando atores e  ações  civis e militares de instituições nacionais e internacionais que visam garantir a paz e a segurança em âmbito nacional e internacional; 3. Crimes Transnacionais e Direitos Humanos: Terrorismo, Grupos Extremistas, Tráfico de Pessoas, Animais e Ilícitos Internacionais.

O Lab-SEPADE (Líder Lara Denise Góes da Costa- Faperj) integra a Rede de pesquisa em Direitos Humanos, Inseguranças, Paz, Atores Globais e Sustentabilidade ( REDHIPAS) em parceria com o Observatório de Direitos Humanos - ODIHH  e com o Observatório de Sustentabilidade e Direitos Humanos, além de parcerias com a Oxford Consortium on Human Rights em projetos de extensão. 

1. Segurança Internacional e Desenvolvimento: Nesta linha se articulará a pesquisa sobre segurança internacional,migrações,   contextos de conflitos armados e crimes transnacionais em transversalidade com o direito ao desenvolvimento humano: perspectiva ampliada dos diversos aspectos da vida humana, inspirada na proposta de Amartya Sen e proclamada na Declaração da ONU de 1986.

2. Estudos para paz e ações humanitárias/Ética: A área de estudos para paz contempla ações civis e militares de instituições nacionais e internacionais que visam garantir a paz e a segurança em âmbito nacional e internacional através de intervenções e ações humanitárias de grande espectro.

3. Crimes Transnacionais e Direitos Humanos:Esta linha de pesquisa tem como objetivo a análise de crimes que atravessam fronteiras nacionais, tais como ações terroristas sob motivação ideológica e fundamentalista e seu processo de radicalização. Ainda visa a compreensão dos atos extremistas cujo vínculo financeiro se dá através do contrabando, tráfico de armas, ilícitos e também de pessoas. Esta linha se volta para a compreensão sóciopolítica destes fenômenos e a contrapartida do Estado na proteção de vítimas destas redes criminosas.

Coordenadora: Lara Denise Góes da Costa

E-mail: lara.costa@esg.br

Co-Líder: Ana Luiza da Gama e Souza

Agência de fomento: Faperj APQ1 2019

Discentes PPGSID: Stella Resende e Alinne Castro

Segurança Internacional, Migrações e Direitos Humanos

Este projeto integra pesquisa no âmbito da para a institucionalização do grupo de pesquisa LAB-SEPADE (Laboratório de pesquisa em segurança internacional, paz e desenvolvimento)a Escola Superior de Guerra  com o objetivo de analisar a evolução do conceito de segurança internacional e as diversas configurações de sentido de segurança e sua relação com a garantia dos Direitos Humanos no que diz respeito à proteção de deslocados, migrantes e refugiados.

Coordenadora: Lara Denise Góes da Costa

E-mail: lara.costa@esg.br

Co-Líder: Ana Luiza da Gama e Souza

Instituições Parceiras: Universidade Estácio de Sá

Agência de fomento: Faperj- IC 2018.2

Discentes PPGSID: 

 Os Novos Populismos Contemporâneos como Fenômeno Global: implicações para política externa e de segurança internacional

Uma nova onda populista parece ter tomado o mundo. Do surgimento do Tea Party nos Estados Unidos em 2009 à votação em favor do Brexit de 2015; da chamada Onda Rosa dos anos 2000 na América do Sul à eleição de lideranças populistas como Donald Trump (EUA), Jaroslaw Kaczynski (Polônia), Beppe Grillo (Itália), Jörg Haider (Austria), Viktor Orban (Hungria), Jair Bolsonaro (Brasil), Recep Erdogan (Turquia) e Rodrigo Duterte (Filipinas). Tais eventos sinalizam que o termo populismo se tornou a palavra de ordem na agenda política contemporânea. No entanto, a literatura recente sobre populismo se limita a aspectos teóricos e/ou domésticos do populismo, negligenciando a dimensão do populismo como fenômeno global. Raros são os estudos que exploram a relação do populismo com estruturas, agentes e processos internacionais e transnacionais, especialmente suas implicações para política externa e de segurança internacional. Esta pesquisa tem como objetivo preencher uma lacuna empírica e teórica no que se refere à emergência do populismo como fenômeno global. Partiremos, portanto, da hipótese de que os novos populismos tendem a impactar tanto a política externa como a política internacional.

Coordenadora: Erica Resende

E-mail: eresende@esg.br

Agência de Fomento: FAPERJ.

‘Defending Memory’: Exploring the Relationship between Mnemonical In/security and Crises in Global Politics

In her article “’Memory Must be Defended’: Beyond the Politics of Mnemonical Security,” Maria Mälksoo described “the securitization of memory,” a phenomenon that is common in Eastern and Central Europe and beyond. As pointed out by Mälksoo and others, in many securitized contexts, historical remembrance becomes a security issue. In such contexts (and elsewhere), the states create biographical narratives, that are likely to be simplified stories where some memories are left out and others highlighted. As a result, the state engages itself in a permanent process of creating and recreating a narrative about its origins, its coming-into-being, within its own borders, thus differentiating itself from the chaos outside its national limits. The need for the state to constantly engage in the (re)reproduction of a self narrative leads to new security dilemmas and negatively affect the sense of security of the involved parties. “Our” narrative, “our” past is viewed as being completely misunderstood and distorted by the “Others,” whose own vision of the past is seen as a danger to “our” existence. Thus, it becomes critical to defend “our” memory, which is essential to the survival of “our” state, especially when sudden events shatter the state’s self narrative.  As a result, a new series of questions arises: How do mnemonic conflicts emerge and develop across space and time? What kind of strategies political actors apply to engage in mnemonic conflicts? What is the difference – if any – between desecuritization and politicization of memory? What kind of events allows for desecuritization and politicization of memory? How do mnemonic conflicts occur and express themselves in national, regional, and global contexts? How do feelings and emotions come to play into the dynamics of mnemonic conflicts? Are there other illustrative examples outside the much explored case studies of the Holocaust during German occupation, of the Baltic-Russian dispute over the interpretation of WWII, and of the legacy of the communist regimes in Central and Eastern Europe? Are there any instances of mnemonic conflicts in the Global South that confirm the dynamic of ‘memory must be defended’?

Coordenação: Erica Resende, Dovile Budryte e Douglas Becker (EUA)

Instituições parceiras: Georgia Gwinette College e University of Southern California

Agência de Fomento: International Studies Association (Venture Grant)

Vulnerable Migrants in Brazil: towards building positive peace through the companies commitments to Human Rights

Esta pesquisa tem como objetivo responder ao seguinte questionamento: Como as empresas, como agentes da paz, podem contribuir para a efetivação da paz e a garantia dos direitos humanos no Brasil. É preciso refletir sobre novas formas de compreender os diversos aspectos dessa crise migratória global. Neste projeto, começamos por reconhecer, por um lado, que a migração pode contribuir para o desenvolvimento se for apoiada por políticas adequadas e pela participação de atores do desenvolvimento, como as empresas, que podem contribuir para fomentar o mercado de trabalho, para enfrentar a escassez de mão-de-obra, além de dinamizar as economias com novas competências e dinamismo. Por outro lado, as empresas podem contribuir para a realização do direito ao trabalho decente para migrantes vulneráveis se estiverem comprometidas com os Direitos Humanos, atuando positivamente como agentes de paz. A legislação recente sobre escravidão moderna  exige que as empresas estabeleçam políticas e implementem processos para abordar questões como trabalho forçado, trabalho infantil, tráfico de seres humanos e outras formas de escravidão moderna em suas operações e cadeias de abastecimento, riscos que são aumentados em contextos de alta migração. o que significa que as empresas globais devem prestar atenção especial às suas operações e cadeias de abastecimento em países com fluxos migratórios. Considerando as empresas como um motor para a paz positiva, nesta pesquisa objetivamos analisar como as empresas no Brasil podem aumentar a paz como agentes do ponto de vista prático e socioeconômico.

Coordenadora Institucional: Lara Denise Góes da Costa

E-mail: lara.costa@esg.br

Co-Líder: Ana Luiza da Gama e Souza

Instituição Parceira: UNESA

Agência de fomento: International Peace Research Association Foundation

Pandemia e Defesa: a trajetória e os desafios do Ministério da Defesa no enfrentamento à COVID-19

O projeto materializa a parceria entre dois Grupos de Pesquisa: o Observatório de Segurança e Defesa (OSD/ESG) e o Laboratório de Estudos de Segurança e Defesa (LESD/UFRJ), e tem como objetivo principal analisar a atuação do Ministério da Defesa do Brasil (MD) frente à pandemia do coronavírus (COVID-19) a partir de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar. A pesquisa está organizada em quatro eixos temáticos: o primeiro eixo mapeia a estrutura montada pelo Ministério da Defesa, focando a atuação do seu gabinete de crise e dos comandos conjuntos ativados no território nacional com o objetivo de apoiar as medidas do governo federal voltadas para a mitigação das consequências da pandemia COVID-19. O segundo eixo analisa as mudanças estruturais e operacionais ocorridas no Ministério da Defesa e nas Forças Armadas para que estas organizações possam manter os níveis mínimos de operacionalidade e cumprir a missão constitucional de Defesa Externa em tempos de pandemia. O terceiro eixo foca a atuação conjunta dos Ministérios das Relações Exteriores e da Defesa no ambiente internacional, quer na repatriação de brasileiros, nos fluxos migratórios ou no auxílio a outros países. E o quarto eixo propõe uma análise comparada da atuação do Ministério da Defesa brasileiro e outros ministérios congêneres na América do Sul e na Europa que estão atuando no contexto da pandemia do COVID-19. Compreender como ocorreram e ocorrem as mudanças que têm impactado o setor de defesa brasileiro nesse contexto de pandemia é o foco dessa pesquisa.

Coordenador Institucional: Jacintho Maia

E-mail: jacintho.neto@esg.br

Instituição Parceira: UFRJ

Agência de fomento: CNPq (Bolsa PIBIC) e UFRJ (Bolsa PIBIC)

Laboratório de Estudos Críticos de Segurança (LABECS)

Com o fim da Guerra Fria, a área de Relações Internacionais conheceu o surgimento de um conjunto de diferentes abordagens que tentaram desafiar as narrativas tradicionalistas sobre segurança – especialmente o realismo e suas revisões – com o objetivo de aprofundar e alargar a definição de segurança internacional. O principal exemplo dessas novas abordagens é o ramo dos Estudos Críticos de Segurança. Apesar de abraçar um espectro amplo de subabordagens e metodologias para questões de segurança, os Estudos Críticos de Segurança se distinguem por sua concepção crítica ao estatismo e à epistemologia positivista. Descendente da tradição da Teoria Crítica frankfurtiana, os Estudos Críticos de Segurança rejeitam os pressupostos das teorias tradicionais de RI, como a centralidade dos atores estatais, a concepção limitada do conceito de poder e a reificação de conceitos como anarquia e interesse. Com base em na crítica à ontologia realista e às epistemologias positivistas, o LABECS propõe-se a questionar o conceito de Estado como instância de produção de segurança, colocando-o como fonte de insegurança, simultaneamente a que desloca indivíduos e comunidades para os principais objetos de referência para segurança. O LABECS possui três linhas de pesquisa: i) Direitos Humanos, Segurança Humana e Biopolítica; ii) Identidades, Alteridades e Gênero; e iii) Narrativas, Cultura e Discursos de Securitização.

Líder Institucional: Erica Simone Almeida Resende

Co-líder: Kai Michael Kenkel (Puc-Rio)

Agência de Fomento: FAPERJ

Instituições parceiras: Puc-Rio, UFRJ e EGN

Laboratório de Pesquisa em Segurança Internacional, Paz e Desenvolvimento (Lab-Sepade)

O Lab-Sepade se volta para o desenvolvimento de três linhas de pesquisa: 1. Segurança Internacional e Desenvolvimento; 2. Estudos para paz e ações humanitárias/Ética contemplando atores e ações civis e militares de instituições nacionais e internacionais que visam garantir a paz e a segurança em âmbito nacional e internacional; 3. Crimes Transnacionais e Direitos Humanos: Terrorismo, Grupos Extremistas, Tráfico de Pessoas, Animais e Ilícitos Internacionais. O Lab-SEPADE (Líder Lara Denise Góes da Costa- Faperj) integra a Rede de pesquisa em Direitos Humanos, Inseguranças, Paz, Atores Globais e Sustentabilidade ( REDHIPAS) em parceria com o Observatório de Direitos Humanos - ODIHH ( Líder Ana Luiza da Gama e Souza - CNPq/Faperj) e com o Observatório de Sustentabilidade e Direitos Humanos ( Líder Letícia Helena Medeios Veloso)

Líder Institucional: Lara Denise Góes da Costa

Co-Líder: Ana Luiza da Gama e Souza 

Núcleo de Estudos de Diplomacia da Defesa (NEDD)

O Grupo de Pesquisa tem como objetivo desenvolver pesquisas relacionadas às atividades de Diplomacia de Defesa implementadas pelo Estado brasileiro no seu entorno estratégico (Atlântico Sul, América do Sul e continente antártico) desde a criação do Ministério da Defesa em 1999. Em 2018, foi lançado o livro A Diplomacia de Defesa na Política Internacional, de autoria do Prof. Dr. Antonio Ruy de Almeida Silva, membro do grupo. Em 2018, a ESG foi contemplada com recurso financeiro de edital de fomento da FAPERJ para a criação do Núcleo de Estudos de Diplomacia de Defesa (NEDD), coordenado pelo Prof. Dr. Danilo Marcondes de Souza Neto, líder do grupo. Também em 2018, membros do grupo foram contemplados com recursos de edital Pró-Defesa IV 2018 na área temática de Diplomacia de Defesa e Entorno Estratégico, parte de projeto liderado pela PUC-Rio.

Líder Institucional: Danilo Marcondes de Souza Neto

Agência de Fomento: FAPERJ

Instituições parceiras: Puc-Rio

Laboratório de Gestão de Ciclo de Vida de Sistemas de Defesa (L-CICLO)

O projeto tem por objetivo prosseguir com as pesquisas em andamento sobre aplicações de modelos de Pesquisa Operacional (PO) em problemas de apoio à decisão relacionados à Segurança, Defesa e Desenvolvimento Nacional, que abrangem as temáticas de interesse da Escola Superior de Guerra (ESG). Esse contexto enquadra uma série de problemas nas áreas de segurança pública, de logística de defesa, de logística humanitária, de gestão de ciclo de vida e de riscos em sistemas de defesa, de eficiência energética em sistemas de defesa e de temas relacionados à defesa nuclear, química, biológica e radiológica (NQBR). Entre os principais métodos que têm sido explorados no projeto,

Desde 2018, destacam-se os de apoio à decisão multicritério, com ênfase à Composição Probabilística de Preferências (CPP), ao Processo de Análise Hierárquica (AHP), à Técnica de Ordenação de Preferências por Similaridade com Solução Ideal (TOPSIS), à Análise Envoltória de Dados (DEA), à Análise de Redes e aos Sistemas de Inferência Fuzzy.

No que se refere à produção acadêmica, o Grupo de Pesquisa tem por meta a publicação dos estudos em artigos científicos nos principais congressos e periódicos que envolvam os temas tratados durante o ano. Entre os principais congressos destacam-se o Simpósio Brasileiro de Pesquisa Operacional (SBPO) e o Simpósio de Pesquisa Operacional e Logística da Marinha (SPOLM), ambos com periodicidade anual. Entre os periódicos, destacam-se os indexados na base SCOPUS, em qualquer temática relacionada ao problema de pesquisa ou à metodologia de Pesquisa Operacional utilizada na modelagem.

Líder Institucional: Luiz Octávio Gavião

Agência de Fomento: FAPERJ

Instituições parceiras: UFF e Puc-Rio

Compartilhe: