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COMUNICAÇÃO CIENTÍFICA
Portal de Periódicos da CAPES garante ao Brasil a liderança na democratização do acesso ao conhecimento científico
Yas Fonseca/CAPES
O encerramento do V Congresso Nacional de Editores de Periódicos de Educação (CONEPEd), nesta quarta-feira (3), em Goiânia (GO), foi marcado por debates sobre o fortalecimento das revistas científicas brasileiras e os desafios da comunicação acadêmica. Durante os três dias de evento, que teve início no dia 1º, o encontro promovido pelo Fórum Nacional de Editores de Periódicos de Educação (FEPAE/Anped) reuniu editores, pesquisadores e gestores para discutir a circulação do conhecimento em um cenário de transformações tecnológicas e avanço da inteligência artificial.
No painel “O financiamento das revistas no Brasil – desafios atuais”, realizado na Universidade Federal de Goiás (UFG), o diretor de Avaliação, Antonio Gomes de Souza Filho, representando a presidência da CAPES, apresentou um panorama do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG) e defendeu o papel estratégico dos periódicos.
Segundo ele, a expansão do sistema nas últimas décadas permitiu ampliar a formação de mestres e doutores e descentralizar a produção científica brasileira. “Em cerca de 50 anos, fomos capazes de construir um sistema robusto, com qualidade e presença em todas as regiões do país. Hoje temos programas de pós-graduação consolidados e produção científica relevante distribuída por diferentes estados brasileiros”, afirmou.
Comunicação científica como estratégia
O diretor ressaltou que o Brasil possui uma das mais importantes políticas de democratização do acesso ao conhecimento científico do mundo, por meio do Portal de Periódicos da CAPES. Atualmente, o Portal reúne milhares de revistas científicas, bases de dados, livros e conteúdos especializados, permitindo que a comunidade acadêmica tenha acesso à produção internacional.
Para Antonio Gomes, o próximo passo é avançar na democratização das oportunidades de publicação e circulação do conhecimento produzido pelas instituições brasileiras. “Se no passado o grande desafio era democratizar o acesso à informação científica, hoje precisamos avançar na democratização das oportunidades de publicação e circulação”, destacou.
Fortalecimento dos periódicos nacionais
Outro ponto abordado pelo diretor da CAPES foi a necessidade de fortalecer o ecossistema brasileiro de comunicação científica. Segundo ele, a fundação trabalha na construção de uma política voltada à valorização dos periódicos nacionais, associada às estratégias de ciência aberta e de qualificação da produção.
“O Brasil possui experiências reconhecidas internacionalmente, como o SciELO, que se tornou referência mundial em ciência aberta. Precisamos avançar agora na profissionalização das atividades editoriais e na sustentabilidade das revistas científicas”, disse. Antonio Gomes explicou que a CAPES/MEC também desenvolve iniciativas para ampliar a visibilidade das revistas brasileiras em bases abertas de informação, ampliando o alcance da produção nacional.
Financiamento e valorização das revistas
A mesa foi mediada pelo professor Claudio Pinto Nunes e contou também com a participação da professora da Faculdade de Educação da UFG, Miriam Fábia Alves. De acordo com Miriam, as revistas vinculadas aos programas de pós-graduação, às faculdades de educação e às associações científicas enfrentam desafios permanentes para manter equipes, serviços de revisão, tradução, editoração e infraestrutura tecnológica.
A pesquisadora defendeu o fortalecimento dos editais federais de apoio à editoração para reduzir as desigualdades entre periódicos já consolidados e aqueles em processo de consolidação. “Precisamos de uma política permanente de valorização dos periódicos científicos brasileiros. O fortalecimento das revistas passa pela ampliação dos investimentos e pelo reconhecimento do papel estratégico que elas desempenham na circulação do conhecimento produzido pela pós-graduação”, enfatizou.
Em resposta às demandas apresentadas pelos editores, Antonio Gomes reafirmou o compromisso da CAPES/MEC com a construção de uma política voltada ao fortalecimento dos periódicos nacionais, destacando iniciativas relacionadas à ciência aberta, à profissionalização editorial e à ampliação da visibilidade da produção científica brasileira.
Avaliação e qualidade
Ao tratar das mudanças em curso nos processos de avaliação da pós-graduação, o diretor reforçou que a relevância da pesquisa deve permanecer no centro das atividades acadêmicas. “A avaliação precisa servir como instrumento de diagnóstico e aprimoramento. O foco principal continua sendo a formação de pesquisadores e a produção de conhecimento capaz de contribuir para o desenvolvimento científico e social do país”, disse.
O diretor também destacou a importância das boas práticas editoriais e da integridade científica em todas as etapas da produção acadêmica, reforçando que o diálogo permanente entre a CAPES e a comunidade acadêmica é fundamental para a construção dessas soluções.
A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) é um órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC).
(Brasília – Redação ASCOM/CAPES)
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