CIÊNCIA, TECNOLOGIA E INOVAÇÃO

Seminário reúne 243 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia para fortalecer articulação científica no país

Encontro promove alinhamento institucional, apresenta resultados de monitoramento e discute os desafios para ampliar o impacto da ciência brasileira em tecnologias e políticas públicas

Publicado em 23/09/2026 15:15
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Seminário reúne 243 Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia para fortalecer articulação científica no país
Representantes de instituições de pesquisa e fomento se reuniram em Brasília para compartilhar experiências e discutir resultados e desafios do Programa INCT.. Fotos: Anita Faria/CAPES

Com o objetivo de promover a troca de informações, compartilhar orientações e discutir os resultados e os desafios do Programa Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia (INCT), um seminário reuniu, nesta terça-feira (22), em Brasília, representantes de instituições de pesquisa e de fomento de todo o país.

A CAPES participou do evento, representada pelo Diretor de Avaliação da Pós-Graduação, Antonio Gomes de Souza Filho. Durante sua fala, ele destacou a parceria entre as instituições que apoiam e promovem a ciência no Brasil.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio do CNPq, coordena o Programa INCT, que reúne grupos de pesquisa de diferentes instituições para desenvolver estudos em áreas importantes da ciência e para o desenvolvimento do país. Atualmente, 243 INCTs estão em atividade.

Ciência em rede

Criado formalmente em 2008, como evolução do programa Institutos do Milênio, o INCT tem como principal missão mobilizar e agregar grupos de pesquisa de excelência em redes cooperativas e transdisciplinares. A iniciativa também busca fortalecer a capacidade de pesquisa, apoiar a aquisição de equipamentos, promover a divulgação científica e ampliar a aproximação entre ciência e sociedade.

O programa estimula ainda a internacionalização da ciência brasileira e a transferência de conhecimento para o setor empresarial e para a formulação de políticas públicas. Ao longo de sua trajetória, foram lançadas cinco chamadas públicas nacionais, que apoiaram 470 projetos, com mais de R$ 3,8 bilhões aportados cumulativamente pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e por instituições parceiras.

Entre os parceiros estão o Ministério da Educação (MEC), o Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (SECTICS), a CAPES e as Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (FAPs).

A participação da CAPES está relacionada diretamente à dimensão de formação de recursos humanos e à pós-graduação, que integram a estrutura dos INCTs. A atuação conjunta das agências permite aproximar a produção científica da formação de pesquisadores e de estratégias nacionais de desenvolvimento científico e tecnológico.

Resultados e próximos desafios

Além de promover o alinhamento entre as instituições e os responsáveis pelos projetos, o Seminário INCT 2026 contempla a apresentação dos resultados parciais do processo de monitoramento dos institutos apoiados no âmbito da Chamada Pública nº 58/2022. A iniciativa contribui para ampliar a transparência e fortalecer a gestão do programa.

Seminário

Na avaliação apresentada durante a abertura, Antonio Gomes destacou os resultados alcançados pelo Brasil na produção científica e na formação de mestres e doutores. Segundo ele, o país produz cerca de 100 mil artigos científicos por ano indexados em bases internacionais e forma 92 mil mestres e doutores no mesmo período.

O diretor também chamou atenção para um desafio que, segundo sua avaliação, está na próxima etapa dessa trajetória: ampliar a escala de incorporação do conhecimento produzido pela ciência brasileira em tecnologias, na competitividade da indústria e nas políticas públicas.

“Reconhecer e celebrar o que fomos capazes de fazer não significa esquecer o tamanho do desafio que o país tem”, afirmou. Para Antonio Gomes, é necessário ampliar a articulação entre as agências de fomento, a comunidade científica e outros setores da sociedade para que o conhecimento produzido alcance maior impacto no cotidiano do país.

“O próximo desafio é escala. Que essa reunião permita essas reflexões e possibilite catalisar um caminho onde as articulações se tornem fortes, robustas e estratégicas, para que a tecnologia e a qualificação das nossas políticas públicas ganhem a mesma escala que nós conseguimos alcançar na geração de conhecimento”, concluiu.

O Seminário INCT 2026 reforça, assim, a importância da cooperação entre instituições de fomento e pesquisa para consolidar redes científicas, fortalecer a formação de pesquisadores e ampliar a capacidade de transformar conhecimento em resultados para a sociedade.

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